quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Perda de tempo!

INACREDITÁVEL!

O acórdão abaixo é o mais surreal que já li! Trata-se de uma decisão favorável a recorrida. Ou seja, ela pode soltar PUM no trabalho!!!!!!

É por isso que os nossos tribunais demoram séculos para julgarem nossos recursos. Ademais, o acesso à justiça aqui no Brasil deveria ser igual a dos EUA. Ou seja. Há um "filtro". Não é um direito absoluto e sim relativo. Não tem cabimento que com tantas coisas importantes a serem resolvidas, os nossos tribunais tenham que parar o que estão fazendo para julgarem se a pessoa pode ou não soltar PUM no trabalho!!!

INACREDITÁVEL!

Volto a falar. Nossa Constituição de 88 nos deu muitos direitos e poucas obrigações! De encontro com outras constituições de países democráticos!

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ACÓRDÃO Nº: 20071112060
Nº de Pauta:385
PROCESSO TRT/SP Nº: 01290200524202009

RECURSO ORDINÁRIO - 02 VT de Cotia
RECORRENTE: Coorpu's Com Serv de Produtos Para Estet
RECORRIDO: Marcia da Silva Conceição

EMENTA
PENA DISCIPLINAR. FLATULÊNCIA NO LOCAL
DE TRABALHO. Por princípio, a Justiça não deve ocupar-se de miuçalhas (de minimis non curat pretor). Na vida contratual, todavia, pequenas faltas podem acumular-se como precedentes curriculares negativos, pavimentando o caminho para a justa causa, como ocorreu in casu. Daí porque, a atenção dispensada à inusitada advertência que precedeu a dispensa da reclamante.

Impossível validar a aplicação de punição por flatulência no local de trabalho, vez que se trata de reação orgânica natural à ingestão de alimentos e ar, os quais, combinados com outros elementos presentes no corpo humano, resultam em gases que se acumulam no tubo digestivo, que o organismo necessita expelir, via oral ou anal.

Abusiva a presunção patronal de que tal ocorrência configura conduta social a ser reprimida, por atentatória à disciplina contratual e aos bons costumes. Agride a razoabilidade a pretensão de submeter o organismo humano ao jus variandi, punindo indiscretas manifestações da flora intestinal sobre as quais empregado e empregador não têm pleno domínio. Estrepitosos ou sutis, os flatos nem sempre são indulgentes com as nossas pobres convenções sociais. Disparos históricos têm esfumaçado as mais ilustres biografias. Verdade ou engenho literário, em "O Xangô de Baker Street" Jô Soares relata comprometedora ventosidade de D. Pedro II, prontamente assumida por Rodrigo Modesto Tavares, que por seu heroísmo veio a ser regalado pelo monarca com o pomposo título de Visconde de Ibituaçu (vento grande em tupi-guarani). Apesar de as regras de boas maneiras e elevado convívio social pedirem um maior controle desses fogos interiores, sua propulsão só pode ser debitada aos responsáveis quando deliberadamente provocada. A imposição dolosa, aos circunstantes, dos ardores da flora intestinal, pode configurar, no limite, incontinência de conduta, passível de punição pelo empregador. Já a eliminação involutária, conquanto possa gerar constrangimentos e, até mesmo, piadas e brincadeiras, não há de ter reflexo para a vida contratual. Desse modo, não se tem como presumir má-fé por parte da empregada, quanto ao ocorrido, restando insubsistente, por injusta e abusiva, a advertência pespegada, e bem assim, a justa causa que lhe sobreveio.

ACORDAM os Magistrados da 4ª TURMA do Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região em: por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares de nulidade por suspeição de testemunha e por cerceamento de defesa, arguidas pela reclamada; no mérito, por igual votação, dar provimento parcial ao apelo da mesma, para expungir da condenação o pagamento de 11 dias de saldo de salário, por já devidamente quitado, expungir da condenação o pagamento de diferenças salariais decorrentes do acréscimo de 30% pelo desvio de função e suas integrações em horas extras, férias mais 1/3, 13º salários, aviso prévio e FGTS com 40%, tudo na forma da fundamentação que integra e complementa este dispositivo.

São Paulo, 11 de Dezembro de 2007.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

sábado, 30 de julho de 2011


Estava lembrando de um episódio que aconteceu comigo em duas ocasiões em dois países diferentes; em Florença, na Itália e em Budapeste, na Hungria.

Para quem adora pizza, como eu, sabe que aqui no Brasil o queijo é ingrediende "padrão" das pizzas. Ou seja, mesmo que não a palavra "queijo" esteja escrito no cardápio, você sabe que ele estará lá. Mas isso aqui é aqui no Brasil e nos EUA, mas não na Europa.

Em Florença, me deu uma vontade enorme de comer pizza. Fomos, então, a um restaurante só para isso. No cardápio li os ingredientes; "molho de tomate, alho, rodelas de tomate, rúcula" e mais alguns ingredientes que não me vem à cabeça. Não li o "queijo", mas para mim já era implícito.

A cada minuto minha fome aumentava e não via a hora de saborear uma pizza feita na Itália! Quando chegou, vi de cara que não havia queijo. Reclamei com o garçom e ele me mostrou no cardápio que essa não tinha queijo. Pedi a ele que colocasse para mim, então.

Em Budapeste aconteceu novamente comigo, pois já havia me esquecido desse detalhe.

Resumo da ópera; leia os ingredientes que acompanham a pizza, pois no velho continente eles seguem à risca.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Bandidos travestidos de taxistas

Há muito anos que não pegava um táxi no aeroporto do Galeão (aeroporto internacional do Rio de Janeiro) quando chegava de uma viagem internacional. Sempre havia alguém esperando por mim. Dessa última viagem que fiz (voltei dia 11/07) não quis incomodar ninguém e resolvi pegar um táxi.

Ainda na área de desembarque fui até uma cabine de táxi para usar o serviço (há várias cabines de diferentes companhias uma do lado da outra). Cobraram-me R$ 99.00 até a minha casa!!!! Marcando no taxímetro, bandeira 2, a corrida não sai por mais de R$70,00! Bom, desiste e fui para a saída do aeroporto. Começou, então, a gritaria dos taxistas para angariar clientes. Vários gritavam ao mesmo tempo. Como estou cansado de assistir na mídia denúncias contra a máfia dos taxistas em cobrar um preço abusivo por uma corrida, sem usar o taxímetro, pensei duas vezes em ligar para alguém da família para nos pegar. Resolvi, então, ir de táxi. Mal saí pela porta do aeroporto uns 10 me abordaram. Um deles foi pegando minhas malas. Não deixei:

- Calma ai! Calma ai!
- O senhor quer um táxi?
- Vai no taxímetro, né?
- No taxímetro? Não. Aqui é táxi especial. É preço fechado.
- Então não.
- Com taxímetro é ali do outro lado.

Nisso aparece um deles dizendo que o valor da corrida era em cima do taxímetro.

- Então vamos.

O motorista e eu viemos conversando pelo caminho e ele me contou o sufoco que passava por trabalhar no aeroporto. Uma delas foi que pouco antes de eu chegar, o mesmo grupo de taxistas que estava na porta de desembarque, arrecadou uma boa quantia e entregou ao guarda municipal para que fizesse vistas grossas às irregularidades que ali aconteciam.

É inadmissível que uma cidade como a do Rio de Janeiro, que vai sediar uma Olimpíada, que vai receber vários jogos da Copa do Mundo, tenha bandidos travestidos de taxistas, extorquindo turistas na porta da entrada da cidade! Não há fiscalização! Quando tem, eles são corrompidos.

Podem escrever o que vou dizer. Em 2014 durante a Copa do Mundo, vai dar merda. MUITA merda.

Ah! Paguei pela corrida o valor de R$ 67.00.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Estacionamento irregular + Reboque = Surreal - III

Não, minha gente. O carro não foi roubado. Foi uma filha da puta, mal educada, do prédio ao lado que simplesmente estacionou o carro em frente a minha garagem e foi dormir. Mas espero que agora ela tenha aprendido a lição, pois terá que gastar dinheiro para retirar o carro do depósito, mas terá que procurar por ele nos diversos depósito da prefeitura.

Será que ela vai aprender?

Estacionamento irregular + Reboque = Surreal - II

Lembre-se do carro rebocado, ator principal do texto abaixo? Então, ninguém reclamou, ninguém perguntou nada sobre o carro, ninguém procurou, ninguém... ninguém... ninguém. Estão achando que o carro foi roubado. Após os criminosos terem roubado, usaram e o deixaram na porta da minha garagem. Mas isso é apenas uma especulação.

Em todo caso, pela página do Detran/Rj, está no nome de uma mulher e não há nenhum registro de ocorrência de roubo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Estacionamento irregular + Reboque = Surreal

Mais uma consequência da nossa cultura de merda.

Eram quase 21 horas quando cheguei no meu prédio e me deparei com um carro estacionado em frente à garagem, bloqueando a entrada e saída do carros. Fui até ele e não havia ninguém dentro. Resolvi, então, empurrar o carro, para que eu pudesse ter acesso a minha garagem!!!!!! Sem sucesso. O carro estava com o freio de mão puxado. Como aqui na Urca há um hábito horrível de estacionar o carro dessa forma, liguei para todos os apartamento do prédio para saber de quem era. Não era de ninguém. Liguei, então, para a prefeitura para que eles mandassem um reboque.

Em dez minutos um guarda municipal chegou, viu o carro e pediu um reboque (como assim??? Eu já não havia pedido o reboque????). Após esperar por quase meia hora, o reboque chegou. Pensei: "Ufa! Vou poder, enfim, entrar na minha garagem". Hehehehe Ledo engano. Percebi, então, uma movimentação dos funcionários que vieram com o reboque. Andavam de um lado para o outro, falavam ao celular e nada de rebocar o carro. Resolvi perguntar o por que deles ainda não terem feito nada. Eis que veio a surpresa;

- Senhor, nós não podemos rebocar esse carro. Nosso chefe não autorizou.
- Como? Não autorizou? Como assim? Não estou entendendo. Vocês não prestam serviço para prefeitura? - tamanha foi a minha surpresa ao ouvir aquilo.
- Prestamos serviço para a prefeitura, sim. O que acontece é que a Sul America é particular...
- Vocês prestam ou não serviço para a prefeitura? - interrompi.
- Senhor, como esse reboque é da Sul America o nosso serviço é limitado. Só podemos rebocar carros em vias expressas, em caso de acidente ou que tenha parado por algum problema. Rebocar o carro em frente da garagem nós não podemos fazer.

Inacreditável! Era o cúmulo da BURROcracia!

- Mas quando eu liguei eu avisei que era um carro estacionado em frente a minha garagem! - Respondi já irritado.
- Mas a pessoa que repassou a mensagem não disse isso. Tem que ligar diretamente para a SEOP (Secretaria Especial de Ordem Pública do município do Rio de Janeiro).
- Isso é inacreditável!

Foram embora. O guarda municipal, então, ligou pedindo o "reboque certo", que estava vindo do centro da cidade (dependendo do lugar que estivesse, poderia chegar em até 15 minutos).

Bom, isso já era 22:30 e alguns moradores já haviam visto a "zona" em frente ao prédio e desceram para me fazer companhia. Restou-nos ouvir as histórias macabras (só dizendo dessa forma) do chefe dos GMs enquanto esperávamos o reboque "certo" chegar. Contou-nos as história do dia a dia deles na tentativa de rebocar os carros estacionados irregularmente e a tentativa dos proprietários de convencê-los a não levar.

À essa altura eu já não queria mais que o dono do carro chegasse. Queria que fosse rebocado para que ele tivesse trabalho de procurar o carro e gastar uma grana na tentativa de não fazer mais isso. Será?

ÊTA CULTURA DE MERDA, ESSA NOSSA!

O reboque "certo" chegou as 23:45 e o ato em si, de colocar o carro no caminhão, não demorou nem cinco minutos!!!!

Ou seja, esperei 3 horas para rebocarem um carro por pura BURROcracia. Sem contar com a falta de educação desse filho da puta que estacionou o carro em frente a minha garagem. Nossa cultura do "jeitinho brasileiro" poderia diminuir de forma coercitiva se houvesse uma fiscalização maior das autoridades, se a lei fosse mais rigorosa e, também, se a lei fosse aplicada no seu grau máximo de rigor. Como não há nada disso e somado com essa cultura de merda que temos, as pessoas fazem o que querem e ainda se sentem na posição de reclamar!!!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sensacional

"Aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde esse dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar."

Walt Disney

domingo, 29 de maio de 2011

Falta de educação

Eu definitivamente não entendo as pessoas. Já tive a vontade utópica de um dia poder entender um pouco, pelo menos um pouco a cabeça das pessoas. Parece que quanto mais acesso à informação, quanto mais a tecnologia se desenvolve, menos as pessoas se comunicam, menos educadas elas ficam.

Eu e minha esposa fomos ao cinema. Já sentados, as pessoas não paravam de falar um segundo sequer. Mas como o filme não havia começado, não dei muita atenção. Ocorre que o filme começou e as pessoas continuaram a conversar, fazer barulho com saco de pipoca! Pior! O tempo todo! O filme todo!

Isso sempre me incomodou muito. Nesse caso eram pelo menos uns 3 casais sem educação, mas um em especial, que sentara atrás da gente, não parava de conversar e mexer no saco de pipoca, fazendo um barulho irritante! Chegou ao cúmulo de um deles falar ao telefone. Momento em que minha esposa pediu para pessoa ficar quieta. Já estava preparado para reagir por qualquer ação do sujeito em represária ao pedido da minha esposa. Mas perceberam que estavam fazendo barulho e nada disseram.

As pessoas estão muito mal educadas, egoístas, sem limite algum, invadindo o direito dos outros, achando que podem fazer o que bem entenderem. Boa parte dessa falta de educação é cultural! É um ranço cultural antigo em que as pessoas acham que a rua é extensão da casa delas! As pessoas frequentam espaços públicos, comuns a todos, e acham que estão dentro de suas casas!

Se queremos ser um país de primeiro mundo, não basta a economia estar em um bom momento, mas, acima de tudo, ter um povo educado, instruído... coisa que o Brasil está longe de ter.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Serviços - parte II

Já havia escrito um texto que falava da "esperteza" dos prestadores de serviços domésticos, como os que consertam máquinas de lavar, aquecedores e etc. Pois bem, infelizmente, tive mais uma infeliz surpresa.

Liguei para uma "autorizada" para uma revisão do aquecedor do banheiro, pois este estava apagando depois de uns 5 minutos de banho quente. Já sabendo como esses caras são, frisei alguns pontos os quais considero "mais frágeis" para nós consumidores, por não entendermos do funcionamento. Expliquei à pessoa sobre o problema que estava acontecendo com o aquecedor e ela disse que esse problema fazia parte revisão e qualquer coisa fora disso, me daria um orçamento para eu aprovar ou não, como é o normal de acontecer.

Já dentro do meu banheiro, limpando o aquecedor, vejo o técnico tirando várias peças de uma bolsa grande, colocando outras, mexendo daqui, assoprando acolá sem dizer uma palavra sequer. Assim que terminou dei o dinheiro acordado a ele, já esperando algum tipo de esperteza. Foi quando se deu o seguinte diálogo:

- Senhor, este é apenas o preço da revisão. Troquei 2 peças, que são cobradas à parte. - disse o técnico.
- Mas como assim? O combinado não foi esse. Foi acordado em fazer a revisão por esse preço e se porventura tivesse que trocar alguma peça, antes de fazer qualquer coisa, você me daria o orçamento para eu aprovar o não.
- A pessoa que te atendeu não disse que poderia trocar as peças na revisão e ser cobrada à parte? - nitidamente frustrado com a tentativa mal sucedida e ao mesmo tempo tentando disfarçar o "mal entendido".
- Não disse, não. Mas mesmo que tivesse dito, teria que me perguntar antes de trocar, pois combinamos um preço e fora disso teria que ter a minha autorização. - retruquei já meio sem paciência.

Resumo da ópera. O técnico me cobrou pelas 2 peças R$100.00, fora o preço da revisão, que era o dobro. Para minha surpresa, quando disse que não pagaria por elas e sim só pelo que eu havia acordado, ele, simplesmente, disse que não precisaria pagar, pois ele as "tinha" achado na bolsa dele e não comprado.

Ou seja, o filho da puta (perdoe o meu francês) trocaria as peças, dizendo que as havia comprado, e me cobraria por elas dizendo que eram novas. Estelionatário filho da puta! Na hora pensei em chamar a polícia e dar voz de prisão para o filho da puta, mas desisti da ideia.

É esse tipo de gente que entra na nossa casa!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Os Livro do MEC

Poiz é, minha gemte!
Amtes de mas nada, quero dizer que já istou segindo as orientação do MEC. Na prática, ese órgam de educação naõ está erado. Afinal das comta, a maioria da população fala erado e como a límgua é "viva", entendeusse que eses ero saõ normal! Entam, quero agradecer ao MEC por mais ese insentivo a educasam.

VALEU MEC! Tamu juntu e misturado!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

INACREDITÁVEL!!!!!

Simplesmente inacreditável! A que ponto nós chegamos???? É surreal o vídeo abaixo! Policiais militares armados não souberam o que fazer quando o bandido, visivelmente drogado, fugiu dos braços deles e ainda tentou roubar um fuzil dos mesmos! Sem contar que os PMs estavam morrendo de medo do bandido drogado, que estava DESARMADO! Um popular, de bermuda e chinelo foi quem consegui imobiliza-lo até a chegada de outros policiais. Meu Deus! Nossa polícia é muito despreparada. Confesso que fiquei muito assustado com essa cena!
Veja você, mesmo.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

BRAVO!!!!

Bom, como já é sabido por quem costuma ler meus texto, tento sempre escrever de forma simples e sem "juridiquêz" quando falo sobre direito. Mas essa não tem jeito, a princípio. Tentarei explicar de forma mais simples possível do que se trata esse julgado abaixo do Superior Tribunal de Justiça.

A sexta turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) não "deu" habeas corpus ao paciente (pessoa que impetrou o HC=habeas corpus).

Imagino que vocês estejam se perguntando o motivo pelo qual eu transcrevi esse julgado em especial. Pois bem. Trata-se de um policial rodoviário na reserva que usou documentos falsos para parecer que na ativa estivesse para comprar uma passagem no valor de R$48.00 (quarenta e oito reais). Foi denunciado e o juízo de 1º grau e o colegiado do Tribunal de Justiça (TJ) entenderam de que se tratava do princípio da insignificância (resumindo, esse princípio quer dizer que o ato ilegal cometido pelo policial na reserva era pequeno e a lesão jurídica provocada era inexpressiva, ou seja, não aconteceria nada com ele.) O caso chegou ao STJ e a turma (são julgados em turmas, essa foi a 6ª) entendeu que não se aplicava o princípio da insignificância porque se tratava de um policial na reserva e como tal, a reprovabilidade social era enorme. Espera-se de um policial, mesmo que na reserva, uma conduta diversa da que ele teve. Além disso, ele tinha R$ 600.00 reais no bolso e poderia perfeitamente pagar a passagem de ônibus. Entre outras coisas.

BRAVO! É uma evolução de pensamento rumo a deter a corrupção e apertar o cerco desse bandidos travestidos de policiais.

ESTELIONATO. PRINCÍPIO. INSIGNIFICÂNCIA.

Policial rodoviário da reserva remunerada (ora paciente) utilizou-se de documento falso (passe conferido aos policiais da ativa) para comprar passagem de ônibus intermunicipal no valor de R$ 48,00. Por esse motivo, foi denunciado pela suposta prática do crime de estelionato previsto no art. 171 do CP. Sucede que a sentença o absolveu sumariamente em razão do princípio da insignificância, mas o MP estadual interpôs apelação e o TJ determinou o prosseguimento da ação penal. Agora, no habeas corpus, busca a impetração seja restabelecida a decisão de primeiro grau devido à aplicação do referido princípio. Para o Min. Relator, a conduta do paciente não preenche os requisitos necessários para a concessão da benesse pretendida. Explica que, embora o valor da vantagem patrimonial seja de apenas R$ 48,00 (valor da passagem), as circunstâncias que levam à denegação da ordem consistem em ser o paciente policial da reserva, profissão da qual se espera outro tipo de comportamento; ter falsificado documento para parecer que ainda estava na ativa; além de, ao ser surpreendido pelos agentes, portar a quantia de R$ 600,00 no bolso, a demonstrar que teria plena condição de adquirir a passagem. Assim, tais condutas do paciente não se afiguram como um irrelevante penal, nem podem ensejar constrangimento ilegal. Por fim, assevera que não caberia também, na via estreita do habeas corpus, o exame da alegação da defesa quanto a eventuais dificuldades financeiras do paciente. Esclarece ainda que, de acordo com a jurisprudência do STF, para a incidência do princípio da insignificância, são necessários a mínima ofensividade da conduta do agente, nenhuma periculosidade social da ação, o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada. Diante dessas considerações, a Turma denegou a ordem e cassou a liminar deferida para sobrestar a ação penal até o julgamento do habeas corpus. Precedentes citados do STF: HC 84.412-SP, DJ 19/11/2004; do STJ: HC 146.656-SC, DJe 1º/2/2010, e HC 83.027- PE, DJe 1º/12/2008. HC 156.384-RS, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 26/4/2011.

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das mães

Feliz dia das mães!

Sou um abençoado por ter uma mãe tão maravilhosa como a que eu tenho. Sempre me deu muito amor, sempre muito presente nas nossas vidas (na minha e na dos meus irmãos), sempre colocando seus filhos na frente dos seus próprios desejos e vontades. Sempre me deu suporte em tudo. Mesmo eu fazendo besteira, ela sempre estava lá... ao meu lado, me apoiando, me aconselhando e me dando esporro quando eu merecia.

Mãe, TE AMO MUITO!

Do seu filho que não seria ninguém sem você.

OBS: Pai, não fique com ciúmes, pois como é o dia das mães, estou me referindo a ela, mas esse texto serve para você também. :)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Assustador - II

Ainda sobre o texto passado (http://gfaro.blogspot.com/2011/04/assustador.html).

Não gostaria de falar sobre religião, já que é um tema polêmico e exalta os ânimos. Mas recebi alguns e-mails comentando sobre o motivo pelo qual a advogada, que redigiu essa petição sublime, desistiu da causa. O motivo foi a VARA (é isso mesmo que vocês estão pensando). Ou seja, no petição ela diz que foi por causa da mudança (ela enlouqueceu de vez! Não houve mudança nenhuma de nomenclatura!) de "junta de conciliação e julgamento" para VARA que ela desistiu da causa e consequentemente do seu cliente.

Disse ainda que é evangélica (e o que isso tem a ver??????!!!??!!!??!) e não pode entrar na vara!
ahahahahahahhhaahhahaahhahaahahahah Desculpem-me, mas não aguentei.

Não sei se é ignorância ou se a igreja que ela frequenta já fez a lavagem cerebral nela. Desistir de um causa só por causa de um nome???? A maldade está na cabeça dela, pois VARA é um nome corriqueiro, que é escrito até endereçado a uma juiz. (EXCELENTÍSSIMO JUIZ DE DIREITO DA 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL DO RIO DE JANEIRO).

A religião é um caminho para a paz espiritual. Cada um escolhe a que se sentir melhor nela. O que estraga são as pessoas, que transformam a religião num campo de guerra, guerra de egos, falso moralismo, doença! Combinado com a falta de informação e de educação, acaba no fanatismo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Assustador!

Meu Deus!
O que vocês estão prestes a ler agora é uma petição, em que a advogada renuncia a causa (informando que não é mais advogada da parte), redigida por uma pessoa que, teoricamente, passou cinco anos na faculdade de direito. Não satisfeito, ainda informo que essa adEvogada é uma das melhores (não sei de que!!!!) de Duque de Caxias (???!!?!?!?!), assim fui informado.

Por favor, tirem as crianças da frente do computador, porque os erros são forte!



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Meus sentimentos

Às famílias das vítimas, FORÇA!

VIVO - Que merda II !

Eu fico boquiaberto como cabe tanta incompetência, confusão, trapalhada, falta de informação, falta de comunicação, gente despreparada dentro de uma mesma empresa! Refiro-me à VIVO, é claro (sem trocadilhos)!

No texto passado (VIVO - Que merda!) contei minha saga frente a portabilidade da VIVO para a TIM. Depois de várias ligações para cá e acolá, fui até uma loja da VIVO e pedi a senha de desbloqueio do aparelho (por lei esse aparelho nem poderia estar bloqueado). Deram-me ATÉ 5 dias ÚTEIS para entrarem em conta comigo. O prazo venceu ontem e nem sinal de fumaça da VIVO, recebi. Resolvi, então, "visitar" a loja da VIVO novamente.

Chegando lá, falei com a mesma pessoa que me atendeu e que havia me dado esse prazo absurdo de até 5 dias úteis para receber um código de desbloqueio. O desgraçado pegou meu celular, foi até uma sala e voltou em 5 minutos com o aparelho desbloqueado.

- Pronto? - perguntei assustado.
- Pronto. Tá desbloqueado.

Agradeci, levantei da cadeira e fui embora.

Será que o código chegou em 5 minutos? O que aconteceram com os 5 dias úteis que me deram e nunca entraram em contato comigo? Desisti de fazer qualquer pergunta para o cidadão. Minha vontade, inicialmente, era de cuspir cobras e lagartos para o infeliz, mas... percebi que iria me desgastar à toa.

A verdade é que só há uma explicação para essa baderna toda. Os funcionários da VIVO não se entendem, não se comunicam entre si, seus atendentes são muito mal informados, são preparados apenas para responderem questões triviais. Se a pergunta for um pouco mais (só um pouco mais) elaborada, já pedem 5 dias úteis para te responderem.

Ou seja, a VIVO é uma MERDA!!!

quinta-feira, 31 de março de 2011

VIVO - Que Merda!

Esta é a mensagem de bloqueio que recebi após
ter digitado por mais três vezes a senha errada.


Não tenho mais paciência para certa coisas. Qualquer coisa relacionada a operadoras de celular é uma delas.

Fiz a portabilidade da VIVO para a TIM (tudo farinha do mesmo saco, eu sei, mas a portabilidade é uma coisa ótima, pois te dá essa mobilidade de quando uma te encher o caso, você poder migrar para uma outra). Deram-me alguns dias para que isso acontecesse. No dia e hora marcados para a habilitação, troquei o chip e liguei o aparelho. O sistema pediu para que eu colocasse uma "senha de rede". Tentei, então, colocar por mais 3 vezes uma das senhas do aparelho. Sem sucesso. Conclusão, o aparelho foi bloqueado.

Liguei duas vezes para a TIM e ninguém soube me informar. A primeira vez, me deixaram esperando 20 minutos e desisti. Da segunda a atendente-robô até que teve boa vontade em me ajudar, mas fez cada pergunta imbecil que desisti pela segunda vez.

Resolvi, então, ir até a uma loja da TIM. Lá me disseram que quem desbloqueava o aparelho nesse caso específico era a VIVO, pois aquela "senha de rede" era em decorrência da portabilidade. Lá fui eu para a VIVO. Lá me disseram que como eu havia tentado por mais 3 vezes colocar a senha de rede, o aparelho foi bloqueado e por isso eu teria que esperar ATÉ 5 (cinco) dias ÚTEIS para eu receber um e-mail contendo as informações de como "proceder" (SIC).

PUTA QUE PARIU! Fiquei muito puto! Discuti com o cara que me atendeu dizendo que NUNCA havia sido informado daquela merda de senha de rede! E que era obrigação deles informar com toda clareza toda e qualquer coisa que envolva o consumidor!

Sabia que na prática não adiantaria nada. Foi apenas um desabafo.

É uma tremenda falta de respeito com o consumidor, pois em nenhum momento fui informado que haveria essa senha de desbloqueio na portabilidade. Se tivesse sido informado, nunca tentaria as três vezes.

Fiz a reclamação a ANATEL explicando o caso e pedindo a ela que seja mais enérgica e incisiva no sentido de fazer com que as operadores "desburocratizassem" e que respeitassem mais o consumir. Esse tipo de "senha de rede" que aparece apenas quando é feita a portabilidade, me parece mais um dificultador para que o consumidor desista da ideia de mudar de operadora.

A TIM, por exemplo, depois de três tentativas, o aparelho é bloqueado e só volta a aparecer o espaço para "inserir" a senha de rede dez minutos depois. Pelo menos foi assim que o atendente me disse.

Quanto menos contato eu puder ter com as operadoras de celular, melhor!

sábado, 19 de março de 2011

Voto Facultativo

Para que serve um senador, um deputado estadual e federal? Não seria para representar o povo no governo? Eles não deveriam ouvir o povo? Afinal, todo poder emana do povo.

Mas a verdade é que eles não estão nem ai para gente! Quando se candidatam, são as pessoas mais acessíveis da terra! São as mais simpáticas, alegres, honestas e, é claro, um poço de promessas. Até ai, não é nenhuma novidade.

Ao meu ver, há uma esperança para esse desrespeito todo. O voto FACULTATIVO. Na eleição passada anulei dois votos por não ter candidato! Ouvi as mais absurdas ideias, planos de governos, propostas e resolvi anular. Anulei porque fui OBRIGADO a sair da minha casa e votar contra a minha vontade! Muito possivelmente, "Tiriricas da vida" não seriam eleitos se o voto fosse facultativo. É claro que esses mais de 1.500.000 votos que ele teve foram de protesto. Isso é claro! Nós nos ferramos duas vezes com essa quantidade de votos para ele! Primeiro ele ser eleito e depois levar um bando de gente com ele a tiracolo! Pessoas que nunca ouvimos falar! Nunca ouvimos suas propostas e etc.!

Decidi, então, enviar aos senadores um e-mail fazendo a seguinte pergunta: "O senhor/senhora é à favor do voto facultativo para todos?" Já se passou mais de uma semana e APENAS 1, me respondeu! O senador Álvaro Dias.

São 40 PECs (proposta de emenda constitucional) relacionadas ao esse assunto. Tornar o voto facultativo. Se o povo não fizer barulho, ir para as ruas, a mídia não der destaque, essas 40 PECs nunca sairão do papel.