segunda-feira, 12 de maio de 2014

Bairro da Urca

Morar no bairro da Urca é o sonho de muita gente... mas não o meu.



É um bairro onde as pessoas se conhecem pelo nome, deixam "fiado" na padaria, no mercadinho, na oficina de carros, nas bancas de jornal e etc. É um bairro que ainda é o mais seguro do Rio de Janeiro, apesar de existirem assaltos a pedestres e a bancos, mas ainda, sim, é o mais seguro do Rio de Janeiro. É um bairro que tem sua construção natural privilegiada. É um bairro charmoso e lindo.



Você, leitor, deve estar pensando que eu enlouqueci por falar duas coisas antagônicas, inversamente desproporcionais e que fui de um extremo ao outro com a facilidade de um louco. Primeiro, diz que morar na Urca não é o seu sonho, mas logo depois começa a tecer elogios ao bairro.

Não. Não enlouqueci, caro leitor. Realmente é um bairro com essas características que citei acima, mas está longe de ser um sonho morar aqui (continuar a morar). São os meus motivos.

A Urca é uma península, onde há apenas uma entrada e uma saída. É um bairro que estacionou no tempo no que diz respeito a sua estrutura e não comporta o fluxo grande de carros que tem hoje me dia. Os moradores se acham donos das ruas. A falta de educação do povo resulta em parar seus carros em frente das garagens, nas calçadas e etc. Sinto-me muito isolado. A energia aqui parece que estagnou e isso me da uma sensação ruim. Enfim, não me adaptei ao bairro e estou LOUCO para ir embora daqui. Acordo contando as horas para nos mudarmos.

Quem me conhece sabe que moro aqui ha 7 anos e elas devem perguntar, "Se você não gosta do bairro, por que está há tanto tempo aqui?". Simples, porque minha esposa adora essa merda.

Para todo mundo que digo que não gosto de morar aqui, dizem que o sonho delas é morar no bairro, mas essas mesmas pessoas que disseram isso, NUNCA moraram e NUNCA procuraram casas/apartamentos na Urca. Ou seja, "é tudo muito bonito", "é um sonho" morar aqui, mas NINGUÉM vem!

Para completar, me FAZ MAL morar aqui. Não tenho prazer em voltar para cá.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sem entender

Não consigo entender as pessoas.

Um amigo me ligou pedindo minha ajuda num processo em que ele está trabalhando. Disse ainda que dividiria os honorários comigo. Aceitei em ajudá-lo, mesmo não sendo minha área de atuação. Como ele estava prestes a viajar, me explicou bem "en passant" o que eu deveria pesquisar e em três dias estaria de volta para conversarmos.

Consegui achar o que ele estava querendo em dois dias.

1 semana...
2 semanas...

e nada dele me ligar. Resolvi eu, então, ligar. Ninguém atendeu. Mandei mensagem de texto por telefone. Não respondeu. Pensei que estivesse cheio de trabalho e decidi esperar mais um tempo por seu contato.

3 semanas...
4 semanas...

e nada dele. Liguei novamente e não atendeu. Mandei mensagem de texto perguntando se o nosso combinado (trabalhar no processo) ainda estava "de pé". Finalmente respondeu "CLARO! Assim que der te ligo".

Ufa! Eu aqui, pensando besteira dele e o cara atrapalhado com o trabalho.

5 semanas...

e nada dele ligar. Pensei em mandar o resultado da pesquisa para o e-mail dele, mas fiquei atrapalhado e esqueci. Comecei a ficar desapontado com ele.

Nessa quinta semana saí com minha filha de 3 meses e meio para passear lá para as 6 da manhã. Assim que sai de casa, encontrei com ele. Como estava desconfiado que ele estava me enrolando resolvi não comentar sobre o assunto e falar sobre outras coisas.

Para minha decepção, além de não ter tocado no assunto, ainda perguntou se eu gostaria de ajuda-lo em um curso que ele estava preparando. Agradeci e disse não tinha tempo.

Porra! Perdi meu tempo pesquisando, criei expectativa para nada acontecer. Pior. Acontecer dessa forma. Realmente eu não entendo as pessoas. É decepcionante. É frustrante.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Ida à igreja II

Como escrevi no texto passado ( http://gfaro.blogspot.com.br/2014/02/ida-igreja.html ), ainda faltava minha ida à igreja pela segunda vez. Não falta mais, pois fui hoje. Foi rápído, confesso, mas foi verdadeiro.

Estou buscando 2, 3, 10 respostas para uma única pegunta. Busco dentro de mim, mas essa busca insana é dolorosa e devagar. MUITO devagar. Devagar até demais para o mundo de hoje.

A verdade é que estou passando por uma fase de mudanças radicais... em que nada muda. Entendeu? Pois é. Explico.

Mil coisas estão passando pela minha cabeça, várias coisas acontecendo ao meu redor, desejando fazer muita coisa. Ou seja, o universo está se mexendo, mas ainda não está conspirando ao meu favor, pois eu continuo estagnado, parado, sem avançar com minhas metas, desejos materiais e espirituais.

A impressão que tenho é que tem um "véu" na minha frente tampando meus olhos para todos esses meus "futuros avanços" e eu sem saber como tirar "essa coisa" da minha frente e concretizar minhas vontades, desejos, metas.

Ando meio perdido e esse sentimento já me aconteceu antes uma única vez. Com 22 anos de idade. A consequência de eu ter me sentido assim foi uma novela que fiz como ator ("trocentos" anos atrás). Foi uma época que aproveite muito, ganhei muito, gastei muito, fiz muita coisa... em suma. Foi MUITO bom.

Será que esse mesmo desfecho, sensacional, está por acontecer comigo novamente em sequência? Esperando que sim, pois essa fase que estou passando está foda, com PH!

Eu sei que as vezes pareço louco, mas ser normal também não é muito sensato.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ida à Igreja

Não sou religioso e tampouco frequento a igreja. Simpatizo-me com o espiritismo e com o catolicismo. Nada mais. Minha vida é pautada por uma filosofia de vida e não por uma religião. Quando as coisas apertam, corro para o meu Deus, que é algo superior em que acredito. Ponto final.

Acontece que “Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia.” (William Shakespeare).

Se entrei numa igreja umas 10 vezes nos meus 41 anos de vida, foi muito. Por uma simples razão. Minha igreja é o meu travesseiro, na hora que vou dormir. Tenho contato com Deus nessa mesma hora. Não preciso sair da minha casa para ter essa relação.

Mas voltando à frase de Shakespeare, há, realmente, coisas que não têm uma explicação lógica. Elas acontecem para quem acredita e para os que não acreditam. Simples assim.

Digo isso, pois senti uma vontade muito forte de ir à igreja e agradecer por certos momentos por duas vezes. Uma vez foi quando me formei na faculdade e a outra agora quando minha filha nasceu. A primeira já fui. A segunda ainda não tive tempo, mas não passa do mês de março.

Não sei colocar em palavras essa força que me "chama" para igreja. É algo forte. 

Fico surpreso com certas coisas, apesar de acreditar muito nos efeitos dessa frase de Shakespeare. As vezes sou muito cético, racional até demais. Outras vezes, deixo a ceticismo de lado e deixo minha alma me orientar. Fecho os olhos e deixo ela me guiar. E é esse momento que estou passando agora. Minha alma está seguindo por caminhos pelos quais não faço a menor ideia onde vou chegar ou como vou chegar. Apenas estou indo.

Pareço louco, eu sei. Mas quem não é?

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A saga para contratar uma empregadas

Com o nascimento de nossa filha, resolvemos contratar uma pessoa para cozinhar e arrumar a casa. Quando éramos apenas nós dois, só tínhamos uma diarista, que nos bastava.

Pedimos a amigos que indicassem pretendentes e numa semana entrevistamos 4. Ficou combinado que as 4 fariam um teste.

No dia da primeira pretendente, ela... não apareceu. Isso, mesmo. Simplesmente não apareceu e nem deu as caras. Ninguém atendia seu telefone e tampouco havia uma caixa postal para deixar recado. Bom, menos uma.

A segunda pretendente parecia a dona da casa. Mandava em tudo e decidia o que iria fazer. Completamente insana, parecia que havia ingerido ao equivalente a 1 semana de café, de tão elétrica que era. Falava sem parar e sempre dizia, "viu dr Guilherme como limpo bem? Eu sei limpar. É um dom que Deus me deu". PUTA QUE PARIU! Isso foi o dia todo! Bom, menos uma.

A terceira se achava a protagonista da novela das 9, de tão fresca que era. Pediu um salário SURREAL! Então... mais uma fora.

A quarta foi a que nós mais gostamos. Calma, rápida, cozinhava muito bem. No final do dia/teste, dissemos que queríamos ficar com ela e decidimos por ela começar hoje, segunda, 10/02/2014.
Hoje, deu a hora marcada para chegar e ela... nada. Deu 9 horas e nada. 10 horas e nada. Quando deu 11 horas resolvemos ligar, mas ninguém atendeu. Agora no final da tarde a cidadã ligou e conversou com minha esposa:

- Aqui é a Marlene. - disse a cidadã.
- Sim, Marlene, o que aconteceu com você? Era hoje que você começaria aqui em casa, não era? O que houve? - minha esposa já sem paciência.
- Pois é. Conversei com meu marido e achamos que eu não deveria trabalhar ai pois o banheiro de empregada é pequeno para eu tomar banho. E, também, eu já fazia parte de uma empresa que procura empregadas para as pessoas e já achei trabalho em Botafogo e Barra (Rio de Janeiro).
- Marlene, mas você tinha fechado com a gente?
- Foi, mas aconteceu isso.

Ou seja, não há o menor respeito! As pessoas fazem o que querem e acham que estão no direito! Reclamam que estão sem dinheiro, sem trabalho, pedem "pelo amor de Deus" para trabalhar e fazem isso.

Não dá para entender.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Erro pela amizade

É muito complicado trabalhar com amigos. É mais complicado ainda trabalhar com o marido da melhor amiga da sua esposa. O cara não é seu amigo, mas é preciso ter a mesma conduta de como fosse seu amigo.

No caso em tela, o cidadão é uma pessoa honesta, mas muito confuso e as vezes parece que não entende muito bem o que falam para ele. Pior. Ele não questiona, deixa como está.

O contrato de exclusividade foi assinado com o prazo de 90 dias. Ou seja, no final dos 90 dias, o contrato seria extinto naturalmente. Mas não foi assim que o cidadão entendeu. Após passado 1 mês do término do contrato, liguei para o cidadão dizendo que como o contrato já havia terminado, colocaria outra pessoa "na jogada". Não tinha que ligar, mas assim o fiz por consideração.

Ato contínuo.

Ele ficou furioso, dizendo que eu estava sacaneando-o.

- Como assim te sacaneando, "fulano"? - Indaguei.
- Nós assinamos um contrato de exclusividade e agora você vai colocar outra pessoa para vender comigo? Isso é sacanagem!
- O contrato terminou há 1 mês!!! Cadê a sacanagem?
- Isso é sacanagem!
- Você está entendendo o que estou falando? Nosso contrato de exclusividade terminou há 1 mês e não houve renovação!
- Vou parar de anunciar, então!
- Ta bom.
- Tchau!
- Tchau!

Dias depois o cidadão conseguiu concretizar o negócio.

Considerações finais.
Apesar de não ser meu amigo, tive que trata-lo com "cuidado", como se de "vidro" fosse, para não acontecer nenhum mal entendido e a amizade de minha esposa com a esposa dele não ficar estremecida. Essa foi a última vez que trabalhei dessa forma! Pois se fosse com um "desconhecido", no dia seguinte do término do contrato já falaria com outras pessoas sem comunicar a pessoa. Negócios. Nada de errado. Mas como não foi um desconhecido, tive que "ficar cheio de dedos" com o cara.

sábado, 30 de novembro de 2013

Falsidade X drogas

Após três meses de ausência volto hoje a escrever. As vezes canso e deixo minha mente fazer o que ela bem entender.

Ontem fomos à uma reunião de amigos e num determinado momento o assunto abordado foi sobre a paz e violência na nossa cidade. Todos foram unânimes, não tinha como ser diferente, em afirmar que a violência na nossa cidade (Rio de Janeiro) aumentou por conta de vários acontecimentos recentes e que o povo deveria ter que voltar as ruas para protestar. Também, discutiu-se sobre as possíveis causas da violência.

A conversa ia muito bem até que duas integrantes do grupo resolveram dizer que gostavam de fumar maconha e o faziam de tempos em tempos.

Não sou falso moralista e nem quero dar lição de moral em ninguém, mas não aguentei:

- Você é acabou de dizer que o povo tem que voltar as ruas para pedir mais paz, segurança e agora diz que fuma maconha?
- Eu gosto. Me faz bem.
- Mas é ilegal e dessa forma você fomenta a violência e o tráfico de drogas.
A "chapa" esquentou e em um tom de voz alto e visivelmente descontrolado emocionalmente com minha crítica, disse.
- Mas e você que é contra as drogas, faz alguma coisa para alguém? Eu faço! Você faz?
Num tom apaziguador, disse.
- Calma (fulana)! Essa é minha opinião. As pessoas se dizem contra violência, mas sobem o morro para comprar droga. Isso, pra mim, é falso moralismo e discurso típico da nossa cultura do jeitinho brasileiro. E respondendo sua pergunta, eu, há 10 anos, que pago os estudos, contribuo com comida e outras coisas para um menino do sertão nordestino. E você, faz alguma coisa? O quê?
Nesse momento a turma do "deixa disso" apareceu e o assunto se estendeu por mais um tempo, com os ânimos mais calmos, e se dissipou.

Desculpem meu linguajar nesse momento mas... ora, vai tomar no cú! Posam de defensores da paz, vão para as ruas contra violência, mas sobem o morro para comprar droga. Vai tomar no cú! Hipocrisia pouco é bobagem. Fomentam o tráfico de drogas, a violência e posam de bonzinhos??? Vai tomar no cú!

Não sou contra quem quiser usar droga desde que seja legal. Se regulamentada, sou à favor da legalização das drogas, sim. Mas da forma que está, ilegal, a pessoa está fomentando violência!!!!! Minha questão é em relação a ilegalidade da coisa, que gera mais ilegalidades, que geram a violência e o circulo permanecerá assim se nada for feito.

Em todo caso... esta é a minha opinião.

sábado, 24 de agosto de 2013

Lei 9099/95 na prática.

O Juizado Especial Cível e Criminal é regulada pela lei 9099/95. Ainda há o juizado especial federal (lei 10259/2001), em que o valor da causa é de até 60 salários.

NÃO! Não vou falar em "juridiquêz", mas falarei do assunto da forma mais simples possível.

O juizado especial cível estadual (JEC) é o antigo "juizado de pequenas causas". Ou seja, o valor da causa deve ser até 40 salários mínimos. Essa lei foi editada para desafogar o trânsito nas varas cíveis e, do contrário destas, o processo é beeeeeem mais célere. Dependendo do juizado, o processo todo pode terminar em um mês! Do dia da entrada na distribuição até a data marcada da audiência de conciliação. Isso porque o réu pode oferecer um acordo e o autor aceitar.

Ou seja, marca-se a audiência de conciliação e lá mesmo pode-se chegar num acordo e terminar a pendenga judicial ali mesmo. Se não houver acordo, é marcada uma nova audiência (Audiência de Instrução e Julgamento - AIJ) e nesta audiência, 90% dos processos se resolvem ai. Os outros 10% são resolvidos nas turmas recursais (recorre da sentença). 

Umas das características mais importantes desta lei é a não obrigatoriedade da presença de um advogado, mesmo o valor da causa sendo superior aos 20 salários (enunciado 7.1 do TJRJ). Ou seja, a pessoa (autor) está com problema com o banco ou com o companhia telefônica, pode ir até o JEC reclamar seus direitos. 

Se não tiver dinheiro para pagar um advogado ou simplesmente queser ir sozinho, não há problema algum. Há ainda a possibilidade do autor entrar na audiência com um advogado dativo (neste caso, é o advogado do juizado e não aquele ad hoc - escolhido pelo juiz de forma aleatória para um fim específico). Esse advogado dativo "pertence" ao juizado e nada é pago a ele. De graça.

Outra coisa. Não há representação processual. Nos JECs as ações são personalíssima. Isso quer dizer que o advogado não pode representar o autor na audiência sem sua presença, diferente no rito ordinário.

Já no lado do réu, o único que deve estar presente é o preposto. Preposto é o representante da empresa reclamada.

Bom, mas você deve estar se perguntando o por que de eu estar explicando isso tudo. Pois bem, como a maioria das lei brasileiras, a 9099/95 também foi editada pensando apenas num mundo perfeito e não na realidade. Antes de me chamarem de maluco, eu explico. Entre a teoria e prática há um abismo enorme! Nossos legisladores ainda não aprenderam que leis devem ser feitas com base na realidade e não com base num mundo perfeito.

Essa lei, 9099, é bem intencionada, mas há muita coisa a ser corrigida. Cada juizado tem apenas um advogado dativo que, logicamente, não consegue atender a demanda, que é grande.

Uma coisa que está expressa na nossa Constituição é o autor e o réu duelarem de forma equilibrada tecnicamente (defesa técnica). Se o autor vai até a audiência sem advogado e o advogado do réu tenta intimidá-lo, a função do conciliador é parar a audiência e chamar o advogado dativo para que o equilíbrio volte a reinar. É aí que entra o problema. Como o advogado dativo só ganha dinheiro na Audiência de Instrução e Julgamento (AIJ), ele prefere, logicamente, ir para AIJ ao invés de assistir o autor na audiência de conciliação. Como só há um dativo e muitos autores sem advogado, dificilmente o advogado dativo estará na audiência de conciliação. Nesse caso, o autor fica desassistido e em desvantagem. Cadê a justiça ai?

Para completar, muitos advogados dativos fazem de tudo para só irem às AIJs, pois é lá que ganham dinheiro. Ou seja, são maus profissionais.

São várias as críticas sobre esta lei, pois dessa forma que ela é apresentada não está se fazendo justiça.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Laudêmio II

Há ainda muitas dúvidas sobre o laudêmio, enfiteuse e foro. Na medida do possível e de forma a fazer com que todos entendam, tentarei explicar de forma simples.

Para início de conversa, laudêmio NÃO É tributo, como muitos gostam de dizer. Ou seja, vejo muitos se referirem à laudêmio como TAXA (espécie de tributo). Para mais, leia o texto sobre o assunto neste link http://gfaro.blogspot.com.br/2009/06/o-laudemio.html. 

A origem do laudêmio no Brasil tem inicio ainda na época da colonização, quando era cobrado um valor para usar as terras da Coroa. E esse absurdo se mantêm até hoje. Laudêmio nada mais é que o direito de preferência da União para usar a terra. Para simplificar, veja este exemplo. Se eu alugar um apartamento e o proprietário desejar vender, por lei, ele tem que oferecer o apartamento primeiro para mim. Aí sim, se eu não quiser comprar, ele poderá oferecer para outras pessoas. "Isso" é o direito de preferência. Com o laudêmio é exatamente a mesma coisa. Por isso que o laudêmio não é tributo e portanto é o vendedor quem paga e não o comprador, que, infelizmente, as pessoas e construtoras continuam a repassar esse ônus para o comprador.

Além do Laudêmio e em detrimento deste, há a pagamento do "foro", que se dá anualmente com vencimento todo mês de junho. Esse valor é pequeno, mas mesmo assim continua sendo outro absurdo. É 0,06% do valor do imóvel.

Outro dia um amigo me fez a seguinte pergunta. 
- Guilherme, quando comprei meu apartamento o corretor me disse que não tinha laudêmio e depois de alguns meses chegou uma notificação da prefeitura (do Rio de Janeiro) para eu pagar a enfiteuse. O filho da puta me enganou?

Pois é. Apesar de ter vários amigos corretores de imóveis, cada vez mais quero distância deles. Em resposta ao meu amigo, disse.
- O filho da puta não te enganou, mas omitiu a informação sobre a enfiteuse. Pois um imóvel pode ter laudêmio e também enfiteuse. Laudêmio é cobrado pela União (5%) e enfiteuse, pelo município, que é de 2,5% do valor do imóvel.

Ou seja, o apartamento dele não estava em terras de Marinha, mas estava na do município do Rio de Janeiro. Então há que se prestar atenção nisso também.

Existe alguma forma de saber se o imóvel tem laudêmio ou enfiteuse, antes mesmo de falar com a construtora ou com o vendedor? Exatamente, não. Mas dá para se ter uma noção. Imóveis num raio de até 33 metros do mar, rio ou lagoa estão dentro dessa margem. Portanto, quando forem comprar um imóvel e este estiver próximo do mar, lagoa ou rio, a probabilidade de se ter laudêmio é grande.

Mas há possibilidade de se ter a plenitude do imóvel. Como? Bom, é BURROcrático e dispendioso, mas existe. Pagando o valor de um outro laudêmio e mais o valor de mais 10 (dez) foros (0.06% do valor do imóvel x 10), há o que se chama de remição do foro.

Mas os absurdos ainda não terminaram aqui não! Não é só a União e o município que cobram por usarem suas terras, mas também tem a igreja, terras indígenas, família Real em Petrópolis (Rio de Janeiro).

É um absurdo que há anos está sendo discutido no Congresso, mas nunca sai do papel. Por que esta inércia? Adivinhe? Logicamente não interesse em terminar com essa "mamata", pois tem muita gente que se beneficia.

Bom, por hoje é só, pessoal.

sábado, 8 de junho de 2013

Decepção

Perdoem-me meus amigos que não fazem parte do mundo do "juridiquêz", mas eu tenho que escrever esse texto. 

A indicação de Luiz Roberto Barroso para a vaga de Ayres Britto no Supremo, está sendo uma decepção até agora para mim. Mas nem sempre foi assim. 

Desde a primeira palestra que assisti dele que eu passei a admira-lo. Profundo conhecedor do direito Constitucional (prefiro ele a Gilmar Mendes, que é outro constitucionalista sensacional), bem articulado, expõe com clareza suas ideias e suas posições frente ao direito constitucional e ao direito numa forma geral, já que de uns anos para cá, as diversas áreas do direito estão sendo constitucionalizadas. Em suma, ele era uma referência para mim.

Quando li nos jornais sobre sua indicação a uma vaga no Supremo, logo pensei, "Não poderia ser melhor!!!".

Decepção.

Minha decepção com ele começou antes mesmo da sabatina no Senado, por ter dado declarações contrárias ao ativismo judicial. Em outras circunstâncias, seria contra também, mas a realidade de nossas leis e de quem as faz é outra! Não dá para se basear apenas na teoria, mas sim na funcionalidade das leis, na realidade do nosso Legislativo e, acima de tudo, na nossa cultura, que quer sempre levar vantagem em tudo à qualquer custo. Por essas e outras que TEM que haver um "supremo", sim, para pôr fim a toda essa sacanagem.

Se o nosso Legislativo não fosse tão corrupto, se não pensasse tão somente neles e nunca no povo, eu também seria contra o ativismo político. Mas a realidade é outra! Há tempos que eles fazem leis que estão longe de serem funcionais. São leis apenas para "inglês ver". Depois vão à mídia para se gabarem de tal lei de sua autoria.

Outro ponto decepcionante no discurso de Barroso, li hoje no jornal. Deu uma entrevista dizendo que o Mensalão (ação penal 470) não deveria ser julgado pelo STF, pois há outras ações mais importantes, e que se pudesse, assumiria a vaga no Supremo apenas depois do julgamento dos recurso interpostos pelos bandidos réus.

Quer dizer que julgar uma ação que pela primeira vez em muitos e muitos anos bandidos do "colarinho branco" podem ir para cadeia depois fazerem orgias com dinheiro público, leilões de emendas, receberem e darem mesadas para putaria rolar solta (desculpem meu francês, mas não aguentei) não é importante, Luis Roberto Barroso? Como assim????? Certamente para os réus não é importante, mas para toda população é sim e muito!

Nosso Poder Legislativo é um antro de corrupção, de podridão, de pessoas que não estão nem ai para o povo, de pessoas muito mal preparadas, de pessoas que têm o nível de educação baixíssimo. Lógico que estou generalizando. Há pessoas preparadas e bem intencionadas, mas é a minoria da minoria.

É revoltante.

Voltando ao tema desse texto. Luiz Roberto Barroso me decepcionou. O que me conforta é que o Supremo é um colegiado e não necessariamente seus votos serão os vencedores.

Bom, é apenas um desabafo. Apenas minha opinião.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Até Deus duvida!

Quando se trabalha num juizado especial cível, há coisas que vemos que até Deus duvida que seja verdade.
O primeiro processo que peguei no dia foi sobre um furto num famoso restaurante japonês no bairro do Leblon (Rio de Janeiro). Sem dar nomes aos bois, o cidadão (autor) estava jantando num restaurante caro, sito num dos bairros mais caros do Brasil, também morava nesse bairro, portava um iphone 5 e foi à audiência constituído de um advogado próprio. Não dá para dizer que esse cidadão é uma pessoa que não tenha recursos financeiros suficientes para pagar possíveis custas processuais, dá? Calma! Vou explicar o por que dessas informações, que aparentemente parecem ser aleatórias, mas não são.

Ato contínuo, a inicial (a primeira petição que chega até o judiciário, apresentando caso), esse cidadão (autor) pede o benefício da gratuidade de justiça (uma rápida explicação. Nos juizados especiais, não há custas processuais se o processo seguir seu trâmite normal. Só há custas para recorrer da decisão da sentença ou se o autor não aparecer nas audiências). Esse benefício é para os que não têm como pagar as custas processuais, dando acesso universal à justiça. Explicado, então, o por que de eu ter dito sobre as condições sociais do cidadão antes de contar o "causo", não é? 

Essa sujeito é muito cara de pau. NENHUM juiz concederá esse benefício a ele! O cidadão está brincando com justiça ou no mínimo tentando ludibriar. Só pode ser. Mas aí podem dizer, "mas hoje em dia ele pode não ter condições de pagar as custas do processo. O fato dele morar num bairro caro, ter um celular caro, não significa que ele tenha dinheiro." Realmente. O celular pode ter sido alguém que tenha dado a ele. Ele pode morar com a família e todos estarem sem dinheiro. É um argumento válido. O advogado pode ser um amigo dele, que não irá receber nada pela audiência. Pode ser. 

Mas e a conta do restaurante caro? Quem vai pagar? Ele estava com um amigo apenas. Será que o amigo vai pagar? Sem falar no fato do cidadão trabalhar e ter se formado na PUC (faculdade particular cara). Quem não tem dinheiro não vai jantar num restaurante onde a nata da elite carioca frequenta, vai? Claro que não! Também não seria cliente frequente da casa, como ele mesmo se disse ser.

Essas tipo de atitude é fruto da nossa cultura do "jeitinho brasileiro", de tentar sempre levar vantagem em tudo que faz e em cima de todos. É lamentável esse tipo de coisa. Depois não entendem o motivo do brasileiro ser mal visto no exterior. 

Nossa Constituição Federal nos permite ter acesso à justiça sem qualquer filtro. Nosso acesso à justiça é universal em todos os sentidos. Ao contrário da (ainda) maior democracia no mundo, EUA, que faz um "filtro" (literalmente) nas ações que ingressam na justiça. É uma coisa para se pensar.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Preços altos!!!

Pesquisei na página de uma livraria "on line" o preço do livro de José Canotilho, autor português de direito constitucional, e tomei um susto. R$499,00!!!! Isso mesmo que você leu. Quase 500 reais por um livro! Achei que estava delirando e procurei novamente em outras livrarias "on line". O mais barato que achei foi de R$ 278,00 (com desconto, pois seria 309,00).

Resolvi, então, pesquisar esse livro numa livraria portuguesa, em EURO. Achei (mesmo livro, mesma edição, editora e etc.) e novamente tomei outro susto. 48 euros!!!!! O que??? Calma! Fiz a simulação para ver o preço final para enviar até aqui em casa e a soma total foi de 48+6.50 (frete) =54.50 euros !!! Fiz a conversão com o euro a 2.91 (euro turismo, que é cobrado) e deu 159,00 reais!!!!!!!!!!!!!!!! Livros importados são imunes a impostos, ou seja, não tem essa conversinha fiada de que os preços têm que ser altos porque os impostos são altos. Isso é olho grande dos empresários que colocam a margem de lucro na estratosfera. Em  qualquer país civilizado a margem de lucro é MUITO menor, pois eles ganham na quantidade e não exploram o povo.

Brasileiro é burro! Não reivindica! Fica sentado em berço esplêndido reclamando da vida e de tudo, mas não mexe uma palha para fazer porra nenhuma!  Quanto mais o povo se mantiver nessa lama, é melhor para os empresários, para o governo e quadrilha.

O que estou fazendo? Bom, primeiro enviei emails para essas livrarias com esse mesmo conteúdo e dizendo que a partir de agora, só compro livros importados no país de origem. É pouco? É pouco, sim. Vai adiantar? Provavelmente, não, mas estou fazendo a minha parte.

Salve, salve, Brasil!!!!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Bom dia VS tudo bem

O povo brasileiro é engraçado, para não dizer contraditório. Prefiro dizer "tudo bem?" a "bom dia?", pelo simples fato de achar que o "bom dia" dito no dia a dia passou a ser mais uma coisa automática, uma introdução. Não sinto que as pessoas desejam realmente que seu dia seja bom, propriamente dito.

Aproximo-me das pessoas para perguntar algo e já digo "tudo bem?" e a outra pessoa retruca com um "bom dia" e a partir dai faço a pergunta. Ocorre que quase nunca me respondem até que eu diga "bom dia" também! Ficam olhando para mim esperando que eu diga também. Como se só o "bom dia" bastasse para que ela fosse considerada educada. Quando preciso da informação, faço um esforço e digo o "bom dia", mas ai a falta de educação volta a reinar e tudo volta como era antes.

Ou seja, pessoas sem paciência, desrespeitosas, mal educadas, sem compromisso com seus afazeres, respondem de qualquer jeito e etc. MAS... mas se acham muito educadas pelo simples fato de dizerem "bom dia?".

Viva a educação!

Eu, só de sacanagem, continuarei a dizer "tudo bem?".

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Cartão Pre Pago

Quem gosta de viajar, como eu, é sempre bom conhecer artifícios para tornar as mazelas do dia a dia da viagem mais simples e prática. Confesso que apesar de ser um apaixonado por viajar, ler tudo sobre viagens, estar sempre fazendo roteiros para nossa próxima viagem, nunca tinha ouvido falar nesse cartão pre pago. Pois é... acontece nas melhores famílias.

Fiquei sabendo sobre o cartão quando estava numa mesa de bar com vários amigos e um deles comentou.
- Como é que é? Cartão de débito internacional? Isso existe? - Perguntei.
- Não acredito que um cara viajado como você nunca usou esses cartões... pior, nunca ouviu falar!
- Calma ai. Me explica isso direitinho.

Foi a partir dai que comecei a pesquisar tudo sobre esses cartões pre pagos internacionais. Resume-se em dizer que é um cartão pre pago que a pessoa, antes de viajar, coloca dinheiro (as moedas mais comuns são a libra, o euro e o dólar) nele ainda aqui no Brasil e paga as contas (hotel, restaurantes, lojas e etc.) como se fosse um cartão de débito normal, se estivesse aqui no Brasil. É muito simples e prático. Esses cartões estão vinculados aos cartões Visa (VTM, ou Visa Travel Money), American Express (Global Travel) e MasterCard (Cash Passport). Ou seja, esses cartões são aceitos em todos os estabelecimento que aceitam Visa, MasterCard e Amex. Se você viajar para os EUA, por exemplo, tanto o VISA como o Amex (mais o Amex) são melhores, pois são aceitos em todo país. Se for viajar para Europa, aconselho o Visa, pois há muitos países europeus que não aceitam Amex (Na Holanda e na Bélgica não consegui pagar nada com o Amex). Ou seja, antes de viajar, dê uma pesquisada sobre quais os cartões que aquele país mais aceita.

As Vantagens:
- não precisa levar e carregar uma quantidade grande de dinheiro vivo.
- você só paga 0.38% de IOF quando for carregar o cartão. Do contrário do cartão de crédito que cobra 6.38% de IOF, mais uma quantia fixa de conversão do dinheiro.
- não paga nada quando for pagar alguma conta, só para retirar dinheiro nos caixas eletrônicos, que é em torno de 2.50 da moeda local, por retirada.
- com essa variação do câmbio, aumentando mais que diminuindo, assegura a cotação do dia que for colocar dinheiro no cartão, evitando pagar mais pela conversão se fosse pagar no cartão de crédito.

As Desvantagens:
- sem burocracia, só é permitido pelo Banco Central, carregar o cartão até a quantia de R$10.000,00 (dez mil reais). Acima dessa valor, exige-se a apresentação de uma série de documentos e o preenchimento de alguns requisitos. Ou seja, até o 10 mil reais é o melhor caminho.
- acabou o dinheiro, pode recarregar mais. Algumas casas de câmbio/bancos permitem que seja carregado pela internet, outras têm que deixar uma procuração para um terceiro fazer isso para você. Uma coisa que ainda estou em dúvida, pois ainda não achei, foi no caso de acabar a quantia de 10 mil reais e eu quiser recarregar, se posso pôr mais 10 mil ou o total do total é de 10 mil, pronto, acabou e de lá até o fim da viagem vou ficar sem dinheiro. Vou tentar achar a resposta.
- a cotação da compra da moeda é sempre mais alta do que a normal (é nesse ponto que eles ganham dinheiro).

Ou seja, nós, consumidores, sempre saímos perdendo do ponto de vista econômico de uma forma ou de outro. Quem quiser saber mais sobre esses cartões, a página de viagens "Falando de Viagem" ( http://www.falandodeviagem.com.br/viewtopic.php?f=4&t=4410 ) tem um texto ótimo sobre o assunto.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Igrejas

"CARO AMIGO EVANGÉLICO DA IGREJA UNIVERSAL! Meus parabéns: Seu dízimo contribuiu para comprar um Mercedes Benz, no valor de R$ 180 mil para seu pastor. Enquanto você anda de busão, tomando encoxadas na bunda e cheirando sovaco... ALELUIA"

Logicamente que essa redação não é minha. Ela veio de "brinde" com o documento abaixo que recebi.
Não sou contra nenhuma religião. Sempre ouvi a seguinte frase: "religião, política e futebol não se discute, se lamenta". E é o que sigo. Em parte é verdade, pois discutir "opiniões" é enxugar gelo. Não tem fim.

O texto que veio de "brinde" com a foto não deixa de ser verdade, pois o povo é enganado, ludibriado, direcionado a dar dinheiro à igreja. Se não o fizer, na melhor das hipóteses o sujeito será ridicularizado. Eu disse na MELHOR das hipóteses. Há casos que já houve espancamento e ameaça. 

Esse filhos da puta se aproveitam da boa fé do povo, do momento frágil que cada um está passando para tirar dinheiro dos que têm menos instrução. 

Nosso país é condescendente com essa bandidagem, pois não faz nada à respeito. A Igreja Universal do Reino de Deus, em questão, já foi boicotada em diversos países onde o nível de educação das pessoas é muito superior a nossa. Por que será?


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Nota de 100 reais

Vale a pena ler e refletir, pois são valores que vem se perdendo ao longo dos anos.


A NOTA DE R$ 100,00


Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00. Ele perguntou:
“Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?”

Todos ergueram a mão...

Então ele disse:

“Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro, deixem-me fazer isto...” Então, ele amassou totalmente a nota. E perguntou outra vez: “Quem ainda quer esta nota?”
As mãos continuavam erguidas. E continuou: “E se eu fizer isso...” Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou: “E agora?” “Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?” Todas as mãos voltaram a se erguer. O palestrante voltou-se para a platéia e disse que lhes explicaria o seguinte: “Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perde o valor.

Esta situação também acontece conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fizemos e sabemos.”

Agora, reflita bem e procure em sua memória:
Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo.
Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso de Miss Universo.
Nomeie 10 vencedores do prêmio Nobel.
Nomeie os 5 últimos vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes.
Como vai? Mal, né? Difícil de lembrar? Não se preocupe. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem.
Os aplausos vão-se embora. Os troféus ficam cheios de pó. Os vencedores são esquecidos.

Agora faça o seguinte:
Nomeie 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação.
Nomeie 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis.
Pense em algumas pessoas que te fizeram sentir alguém especial.
Nomeie 5 pessoas com quem transcorres o teu tempo.
Como vai? Melhor, não é verdade?

As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, com mais dinheiro, ou os melhores prêmios. São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.

Reflita.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Arnaldo Jabor

Enviaram-me esse e-mail como se o texto fosse de Arnaldo Jabor. Independente de ser dele ou não, merece ser lido sempre. Retrata exatamente o que nós, brasileiros, somos.

"- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;

Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

...Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.

- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

- O Brasil é um pais democrático.. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro.
Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar."

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CEDAE

Fiz uma reclamação na página da CEDAE sobre o desperdício de água aqui perto de casa. Deve ter arrebentado um cano e estava "brotando" água pela calçada.

Recebi um e-mail deles com uma certa intimidade no tratamento comigo. Achei engraçado pelo fato de ter juntado o formalismo com a intimidade. Obviamente que me fez lembrar o nosso Congresso Nacional, onde é permitido xingar, mas não é permitido chamar os deputados e senadores de "você". Ou seja, fica engraçado se você estiver numa discussão e disser: "Vossa Excelência é um filha da puta!". ahahahahahah 

Guardada a devida proporção, diria que isso me veio à cabeça de pronto quando li. Não foi desrespeitoso, mas apenas engraçado.


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sou um sonhador de carteirinha!

Sou um sonhador de carteirinha, sim! E daí?

Ser sonhador tornou-se uma afirmação pejorativa. Como sempre, a cultura do "jeitinho brasileiro" dando uma outra conotação às frases que, teoricamente, são de simples entendimento. Deu-se o sentido às pessoas que ficam apenas sonhando, elucubrando e não fazem nada para que o sonho se realize. No entanto, essa interpretação não tem o menor sentido! Todos aqueles que fizeram história de uma forma ou de outra no Brasil e no mundo eram sonhadores assumidos. Santos Dumont, ao criar o 14Bis, Graham Bell ao criar o telefone e etc.

A criação começa de um desejo, que começo de um sonho.

Portanto, continue sonhando!!! E se alguém disser que você é um sonhador, apenas diga: "Com muito orgulho! Por que? Você, não?"

EU SOU UM SONHADOR!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

TIM

As operadoras de telefonia móvel aqui no Brasil fazem a festa com os consumidores. Desrespeito pouco é bobagem. Mas a culpa é nossa, pois não temos leis rigorosas e nem fiscalização para punir esses abusos ao consumidor. Ainda tem um agravante que é cultural! Eles NUNCA estão errados e SEMPRE se eximem da responsabilidade. Ou seja. Filho feio não tem pai.

Mês passado recebi minha conta de celular da TIM com um "adicional" de R$7.98 reais referente a uma contratação de jogo!!!!! Hahahaahhah Ora, meu Deus! Passo o dia todo estudando ou/e trabalhando. COMO, nesse mundo, eu ainda posso jogar pelo celular????? ahahahahhah

Entrei em contato com a TIM e, para variar, deu em reclamação. Escrevi para o jornal O Globo, na seção de consumidores, que segue abaixo o desenrolar da "conversa".

===========
"No dia 4/09/2012 recebi minha conta da TIM com um valor a mais de R$7,98 (sete reais e noventa e oito centavos) referente a "Conteúdos e Downloads". Liguei para a operadora para saber do que se tratava. O atendente Valmir disse (protocolo gerado na hora foi 2012227733155 e pelo celular recebi um outro na mesma ligação: 2012227734139) que se referia ao download que eu havia feito no dia 1/08/2012 pela rede da TIM. O interessante é que um mês antes (início de julho, portanto um mês antes de eu ter, supostamente, feito o download) eu havia bloqueado meu acesso à internet pela operadora, fato que o atendente Valmir confirmou!!!! Sem saber explicar e dizendo que não podia gerar outra fatura excluindo esse valor indevido, o atendente me deu de 4 a 5 dias corridos (último dia seria em 9/9/2012, domingo, mas esperei até dia 10/09/2012) para me ligarem. Conclusão. Passado esse período, ninguém me ligou. É um absurdo que coisas assim aconteçam! O despreparo dessa empresa é algo surreal! Não pagarei por esse valor excedente, uma vez que nunca baixei nada! Até porque, estando o meu acesso à internet bloqueado, eu só poderia acessar a rede da TIM através de mágica! E eu não sou mágico. Sou um consumidor extremamente insatisfeito. O serviço tem que melhorar muito para ficar ruim!!!!! Novamente, não pagarei por um serviço que não usei. Já estou pensando em migrar para um outra operadora."

==================
Resposta da TIM após eles terem me ligado.

"O Centro de Relacionamento com o Cliente da TIM entrou em contato com o Sr. Guilherme Faro para informar que após análise, foi verificado a contratação, via SMS, do canal de interatividade GameLoft, no qual cliente fez dois acessos. Portanto, a cobrança é devida. Como cliente alega não ter assinado o serviço, a operadora realizou os ajustes na fatura e concedeu crédito de R$ 7,98, em caráter de exceção. A TIM lamenta o ocorrido e informa que todas as observações apontadas serão utilizadas no aprimoramento de seus serviços e processos de atendimento. Para mais informações sobre a operadora, basta acessar o site da empresa (www.tim.com.br) ou entrar em contato com o Centro de Relacionamento com o Cliente discando *144 do próprio celular ou 1056 de qualquer telefone. "

===============
Minha réplica à resposta deles.

"Em resposta a TIM de referência nº 285245. Eles alegam na reposta que o valor é devido, que eu realmente contratei o serviço, tendo acessado por duas vezes o canal de jogos e que me concederam um "crédito" de R$7.98. No mínimo eles querem que eu passe mal de tanto rir com essa resposta. O mais interessante, e contraditório por partes deles, é que mesmo afirmando que eu teria supostamente contratado esse serviço de jogos, retiraram o valor cobrado por este "serviço". Diga-se de passagem que não foi a primeira vez que me cobraram por um serviço o qual nunca contratei. Segundo eles, a contratação foi através de SMS no dia 1/08/2012.  Só que nesta data não há envio de SMS no meu celular para ninguém, muito menos para contratar jogos. Ou seja, devo ter aprendido a fazer mágica por osmose enquanto dormia, pois não lembro de ter tido aulas com o Mister M. Mas não é só. Depois dessa resposta contraditória, descabida, desrespeitosa com o consumidor e, ainda mais, não admitindo o erro cometido, não há o que se espantar o fato da ANATEL ter proibido a TIM de vender novas linhas baseado no critério, entre outros, da quantidade de reclamações feitas pelos consumidores. Será que o todos os consumidores estão errados e ela é a única certa?"