terça-feira, 30 de setembro de 2008

Peculiaridades de Roma

Itália é, sem dúvida, um dos países mais lindos e charmosos que já visitei. Andamos de carro pela bota toda, MENOS em Roma. Agora, falando especificamente dela, apresento algumas curiosidades dessa cidade que é pura história viva.

ahahahhahahaah Não resisti essa cena e ri muito. Achei tão engraçado o tamanho desse carro, que tive que tirar essa foto. Não sei se achei engraçado pelo fato de não existir aqui no Brasil e não estar acostumado a ver, mas o fato é que como a maioria das ruas na Europa é muito estreita, essas carros são sempre bem-vindos.


Esse conjunto de cores me chamou atenção pela sua beleza. Uma barraquinha numa feira livre.


Achei esse estacionamento de lambretas "o maior barato". Você não imagina a zona que é o trânsito da cidade de Roma. Lambretas te ultrapassam por baixo, por cima, pela direito, esquerda, por todo canto. Hora do "rush" no Centro do Rio de Janeiro é "pinto" perto de Roma.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Nosso cérebro

Ha quem diga que usamos apenas 1% da capacidade do nosso cérebro. Se é verdade, eu não sei, mas que estamos a anos-luz de usarmos a capacidade total dele, isso sim!

Nosso cérebro é um vulcão adormecido que está esperando ser cutucado pra agir para e por nós. É ele quem nos guia, nos presenteia, nos auto-sabota (espero não estar fazendo nenhum pleonasmo aqui:) ). Nós temos uma poderosíssima arma a nosso favor e não sabemos usar. Lembro-me claramente de um episódio que aconteceu comigo num intervalo de 10 dias. Na época ainda competia em jiu-jitsu e estava um pouco acima do peso. Por isso tinha que perder o quanto antes. Passei um dia todo sem comer, só treinando. Resultado: no final do dia, de tão fraco que estava, peguei um resfriado e caí de cama. Dias depois, já recuperado, passei um dia todo sem comer, só treinando (novamente). Só que dessa vez foi por esquecimento. No final do dia, não havia sinal nenhum de gripe e tampouco de fraqueza. Ou seja, quando quis ficar sem comer para perder peso, meu cérebro deve ter dito: "Esse cara é maluco. Vamos acabar com a festa dele." Dias depois, quando esqueci, completamente, de comer, meu cérebro entendeu que não precisava me "punir" e me manteve saudável. As atividades foram as mesmas, o esforço foi o mesmo, tudo foi o mesmo, a não ser pela intenção. A intenção, isto é, a mensagem que enviei ao meu cérebro, que fez toda a diferença pra que eu não caísse de cama novamente.

Ha um estudo recente, que começou na década de 70 nos EUA, chamado de Programa Neurolinguistica (PNL), que segue essa mesma linha de raciocínio. A mente é programável para fazer o que desejarmos, basta que nós saibamos programar. Tentei usar essa técnica num trauma de infância e deu certo. Ainda bem novo, uma vez comi tanto chocolate em forma de guarda-chuva (quem tem 30 e poucos anos sabe o que estou falando), que passei dois dias passando mal. O trauma foi tão grande que toda vez que via esse chocolate em forma de guar-chuva, passava mal só de olhar. Pois bem, usei essa técnica de dissociação e hoje como, naturalmente, esse chocolate em forma de guarda-chuva (que por sinal, só fui achar numa tendinha no centro do Rio de Janeiro).

O que quero dizer é que nossa mente associa, dissocia, cria, destrói, materializa, esquece, guarda. Basta saber o caminho. Numa dessas minhas “andanças” pelos livros, li uma frase que guardo comigo até hoje: “Pensar é o primeiro passo para que se torne realidade. Diga isso ao seu cérebro e ele se encarregará do resto.”.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O medo da mudança

O ser humano é muito medroso mesmo. Tem medo do inesplicável, do desconhecido, da mudança. A mudança é o mais "mundano" de todos. São poucas as pessoas que encaram a mudança com tranquilidade, desapego. É natural que a mudança assuste, mas não que freie nossas atitudes, nossos sonhos. Por ser "relax" e não pensar muito nas consequências dos meus atos quando quero alguma coisa, as vezes me acham um pouco inconsequente, maluco, bom-vivant, porque mudo de caminho por estar insastisfeito com o rumo da minha vida e querer reverter o quadro. Bom-vivant, sim, porque por diversas vezes larguei pela metade coisas sólidas, promissoras e recomecei outras do zero. Enquanto que amigos estavam seguindo, seriamente, o caminho traçado por eles e que NÃO podiam falhar, mesmo odiando o que faziam.

Por não ter medo da mudança, tornei-me uma pessoa sem medo de ir à luta, independente de qualquer coisa. Simplesmente pelo fato de não querer mais continuar na mesmíce, naquela vidinha de sempre que não me acrescentava em nada. Quer dizer, me acrescentava, sim, uma coisa: a angústia.

A mudança, hoje, pra mim é um trampolim para o que eu desejar fazer, ser, criar, falar, agir, me expressar. Refiro-me a tudo, mas com ênfase na vida profissional. Vejo tantos amigos e conhecidos que vivem o "princípio do retrato" em que por fora todo mundo está feliz, alegre, bem, nunca se fala em problemas, tristezas. É típico do comercial da Doriana. Mas basta sair da superficialidade que encontro pessoas extremamente tristes com que fazem, revoltadas com a vida que levam, descontentes com quem são.

Onde entra a mudança ai? Está exatamente na postura, na atitude de querer mudar, na forma com que a vida é encarada, com a falta de preocupação com que as outras pessoas vão pensar, dizer, fofocar.

Mas eu diria que o medo que as pessoas sentem em mudar, não é apenas pelo "princípio do retrato", mas por quererem sempre pertencer a um padrão que a sociedade nos impôs. Ou seja, se alguém sai daquele padrão comportamental estabelecido pela aquela sociedade, ela sente um alvo eminente, preocupada com que as pessoas vão falar, achar dela.

É preciso quebrar padrões quando se ha necessidade. Os grandes líderes, personalidades quebraram padrões e não tiveram medo, simplesmente por buscarem aquele objetivo que os tornariam felizes.

Houve um tempo quando pensei que essa minha incerteza com tudo estaria enraizada na minha alma (dramático, não?) e por isso seria eterno, mas... encontrei a certeza; o direito.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Seguros de Viagem

Acabei de ler uma matéria sobre os seguros de viagens, que não cumprem com o contrato. Como, geralmente, o custo de ir ao judiciário é maior do que as empresas de seguro de viagem devem aos seus assegurados, fica-se por isso mesmo.

Lembro-me de numa viagem à Europa em 2006. Fizemos um seguro de saúde de 12 dias (o tempo que passaríamos viajando). Numa das cláusulas do contrato dizia que se a companhia aérea atrasasse o vôo em mais de 24 horas, eles pagariam as despesas como, por exemplo, diária de hotel, comida e etc. até 100 euros, se eu não me engano. Pois bem. A companhia aérea atrasou o vôo em mais de 24 horas. Fiz tudo como manda o figurino e voltei para o Brasil. Chegando aqui, liguei para a empresa que eu havia feito o seguro (não lembro o nome, mas prometo achar nas minhas anotações e ESTAMPAR aqui) e expliquei o que havia acontecido. Abriu-se um processo (esse pessoal adora a frase: "vamos abrir um processo para a sua solicitação") e 3 dias depois, liguei novamente. Pra minha surpresa, o "processo" foi indeferido. Ou seja, eles não arcariam com o quê estava escrito no contrato, que era me ressarcir dos custos extras que tive. Discuti com a atendente no telefone e tudo. Pensei em ir ao judiciário, mas só as custas do processo me custariam mais do que o valor que eles me deviam. Não sabia como resolver aquilo e ao mesmo tempo não queria deixar passar em branco.

Coincidências à parte (não acredito em coincidências), me ligou uma outra empresa querendo saber minha nota para o serviço prestado pela asseguradora. Aproveitei a oportunidade e esculachei. A pessoa, então, me passou o e-mail do vice-presidente da asseguradora. Ahhhhhh pra quê? Mandei um e-mail muito "educado", dizendo, entre outras coisas, que ia pra mídia contar o que havia acontecido e que eu faria de tudo pra fazer propaganda negativa deles (hoje em dia basta escrever pro O Globo que eles resolvem). Não deu nem 20 minutos pra um diretor da empresa me ligar, me pedir desculpas pelo "transtorno", pedir minha conta bancária e depositar o dinheiro. Ainda de sobre reclamei da atendente que foi muito grossa.

Aqui no Brasil, nossos direitos são constantemente desrespeitados e nada é feito. Vivemos num país anômico onde nada e ninguém são respeitados. Por isso, temos, sim, que colocar a "boca no mundo" quando algum direito nosso for desrespeitado. Para os que moram no Rio de Janeiro e tiverem dificuldade de resolver algum tipo de problema com alguma empresa, entre na página do O Globo e escreva pra seção da defesa do consumidor. ( www.oglobo.com.br ).

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Iphone 3G - II

Falando em iphone 3g, é um absurdo o preço que estão querendo cobrar aqui no Brasil. Já ouvi de diversas fontes que o aparelho não chegará aqui no país por menos de R$ 1.500,00 reais!!! Fazendo um cálculo rápido, diria que as operadoras (Vivo e Claro) estão colocando um lucro de mais de 200% em cima dos aparelhos, levando em conta o preço do dólar, o imposto de importação  e o preço do aparelho de 8GB nos EUA.

Infelizmente, lá nos EUA, você tem que assinar um contrato com a AT&T para usar o aparelho. Após a compra do aparelho, você tem 30 dias para habilitar junto à operadora, do contrário, tem que pagar o valor da habilitação. Se não fosse isso, compraria lá mesmo.

Enfim... não será agora que comprarei o iphone 3G com o preço que está (chegará), mesmo tendo me cadastro na VIVO e na Claro.

Iphone 3G

Eu e a torcida do Flamengo (salve Mengão!) nos inscrevemos na VIVO e na Claro para recebermos informações sobre o Iphone 3G e efetuar sua possível compra. Fiz a inscrição ha alguns dias e ontem me ligaram da Claro para complementar meu cadastro com alguns dados que faltavam. Pois bem. Passei os dados e, obviamente, fui transferido para um outro atendente para que ele pudesse me passar o número do protocolo (qual é a dificuldade dessa mesma atendente me passar o número do protocolo? O Tico e o Teco não se comunicaram? Brigaram? Estavam de mal?).

Um adendo: a atendente disse, expressamente, que aquele era um cadastro apenas e não resultaria na compra do aparelho, necessariamente. Era APENAS um cadastro e que se posteriormente eu não quisesse comprar o iphone, o aparelho seria passado para uma outra pessoa. Ok. Mais do que justo.

Voltando: esse outro atendente era, na melhor das hipóteses, uma topeira! Além do despreparo de lhe dar com o público, não fazia a menor idéia do que estava dizendo ao ler um "contratinho" pró-forma. O cara estava, literalmente, lendo um texto que ele tinha que dizer. Não teve, ao menos, o trabalho de decorar. E lia mal, diga-se de passagem. Enfim... bola pra frente. No final do texto dizia algo do tipo: "(...) o senhor autoriza o débito na sua conta corrente ou no cartão de crédito para a futura compra do iphone? Confirma?". Começa, então, um diálogo surreal:

- Como assim? Não. Não autorizo o débito, não. Primeiro que não me falaram sobre isso e depois que não passei nem o número do meu cartão e nem o número da minha conta pra vocês."
- Senhor, foi como eu falei antes...
- Não. Você não falou isso.
- Senhor, eu disse que em 60 dias "vão estar entrando" em contato com o senhor para efetuar a compra. (o cara, realmente, disse isso. MAS SÓ ISSO.)
- Isso você disse, mas não da parte do cartão e nem da conta bancaria.
- Senhor, como eu disse...
- Amigo, você não disse. Me dá logo o número do protocolor.

O cara me passou o número do protocolor e foi isso. Realmente não era motivo para eu "discutir" com ele por causa disso, mas eu ando tão de saco cheio desses atendentes, que qualquer coisa eu explodo.

Em todo caso, estou esperando o iphone chegar aqui no Brasil.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Uma piadinha de BOM gosto.

Chegando perto das eleições uma piada corre a internet.
É o retrato fiel do que acontece. Divirtam-se:

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Um senador morre e, chegando ao Paraíso, encontra São Pedro.

"Bem-vindo", diz São Pedro. "Antes que você entre, é preciso passar um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí então poderá escolher onde quer passar a eternidade".

"Não precisa, São Pedro. Quero ficar no Paraíso", diz o senador.

"Desculpe, mas o senhor primeiro deve cumprir a regra".

Assim, o santo o acompanha até o elevador e ele desce até o Inferno. A porta se abre e ele vê um lindo campo de golfe. Ao fundo, todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado, muito felizes em traje social, acompanhados de mulheres lindíssimas e simpáticas.

Ele é cumprimentado, abraçado e conversa com todos sobre os bons tempos em que ficaram ricos. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o Diabo, um sujeiro muito agradável, que não parece tão feio como dizem, e que passa o tempo todo contando piadas. O senador se diverte tanto que nem se dá conta do adiantado da hora.

Todos se despedem com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. São Pedro o recebe e diz:

"Agora voce deve visitar o Paraíso".

O senador então passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes, de nuvem em nuvem, tocando harpa, conversando, cantando e ... trabalhando! Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia também se acaba e São Pedro retorna.

"E então? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna".

Ele pensa um minuto e responde:

"Olha, eu nunca poderia imaginar isso mas ... O Paraíso não é ruim, porém eu acho que vou ficar melhor no Inferno, com meus amigos".

São Pedro então o leva de volta ao elevador, que desce até as regiões infernais. A porta se abre e ele sente o calor assustador. Todos os seus amigos estão chorando e rangendo os dentes. O Diabo - agora horrendo - deixa de torturar um infeliz e vai ao seu encontro.

"Não estou entendendo", gagueja o senador. "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, mulheres, lagosta, caviar, e nós nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo essa cena clássica de Dante e meus amigos despedaçados".

O diabo olha pra ele, sorri ironicamente, e diz:

"Ontem eu estava em campanha. Agora, já tenho o seu voto"

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

E os trabalhadores autônomos, heim?

Acho engraçado como ha tanta gente que não quer nada com a hora do Brasil e outras que se acham muito espertas.

Até ha algum tempo atrás, para um técnico da Net ir até a sua casa, você tinha que esperar o dia todo por ele, pois limitavam-se a dizer que iriam à sua casa "no horário comercial". Hoje em dia já marcam 2 em 2 horas. Melhorou MUITO, diga-se de passagem. Pois bem. Liguei para Net e agendei entre 10 e meio dia pro dia seguinte. No dia seguinte, saí as 7 da manhã e cheguei em casa as 9:40, com o porteiro dizendo que o técnico da net havia estado lá. Ué! Mas como assim? Estava marcado entre 10 e meio dia! Já comecei a duvidar da minha memória: " Será que marquei entre 10 e meio dia mesmo?". As 10:10, o técnico retorna à minha casa e diante da minha pergunta; "Eu marquei entre 10 e meio dia mesmo não foi?" ele me veio com essa: "Sim senhor, é que cheguei mais cedo pra adiantar o serviço. Se o senhor estivesse em casa, melhor". Ora bolas! Se eu marquei entre 10 e meio dia, alguma razão haveria de ter!!! Simplesmente ignoram tudo e fazem o que querem.

Num outro caso fático, liguei para uma loja para trocarem o varal de roupa que havia quebrado. Havia marcado para uma quarta de manhã, isso foi numa segunda, pois a diarista estaria em casa. Na terça, as 17 horas, voltei em casa pra pegar algumas coisas e sair novamente. Enquanto estava procurando por elas, os caras do varal apareceram! Mal me cumprimentaram e já foram logo dizendo o que tiveram que fazer pra chegarem naquela hora marcada, porque o trânsito estava "assim", o trânsito estava "assado". Ou seja, o velho macete de falar muito e não deixar a outra pessoa raciocinar. Falei, então; 
- Amigo, eu marquei amanhã de manhã e não hoje.
- Amanhã? (lendo um papel) Mas aqui está marcado para hoje.
- Não marquei pra hoje, não. Marquei pra amanhã.
- Mas é rapidinho. Nem 10 minutos.
- Não dá amigo. Tá marcado pra amanhã. Já estou de saída.

Ou seja, que se danem os outros! Tem que ser na hora e no dia que eles querem! Tudo pra acelerarem o "serviço".

Outro.
A pia do meu banheiro estava pingando e falei com o porteiro para que se ele conhecesse algum bombeiro, pra me falar. Pois bem. No dia seguinte, ele me interfona dizendo que falou com um bombeiro amigo dele e que era muito bom. Estava, inclusive, sem trabalho naquela fase e poderia ir em casa quando eu quisesse. Ele me ligou e marquei para o dia seguinte dele vir aqui em casa. Bom, isso já faz mais de 2 meses. Ele foi na sua casa? Pois na minha ele não veio. Não veio, não ligou, não mandou recado pelo porteiro, NADA! Ainda perguntei ao porteiro o que tinha havido e ele simplesmente disse que "ele é assim mesmo". 
COMO assim mesmo???? O cara ta precisando de dinheiro, marca de vir, nem dá as caras e ele é assim mesmo???

ahahhahaah só rindo mesmo.

A verdade é que tem muito vagabundo que não quer nada com a vida, atrapalhando aqueles que querem.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Cazuza...!

Quando o filme Cazuza foi lançado, lembro-me que um mundaréu de gente foi correndo ver. Inclusive eu. Saí do filme meio estranho, com uma sensação esquisita. Aliás, até hoje de manhã, não sabia o que eu havia sentido, de fato, após do filme, até que recebi esse e-mail:

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Esta psicóloga que assistiu o filme Cazuza escreveu o seguinte texto: 

"Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me depareicom uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados. Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível. 

Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à  margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta. 

São esses pais que devemos ter como exemplo? Cazuza só começou a gravar pois o pai era diretor de uma grande gravadora. Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante. Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. 

Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.
 
Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou. Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria? Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.

Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?

Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor. Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde... a principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser "amigo" de seus filhos. Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre." 

Karla Christine-Psicóloga Clínica

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Pois é... nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Concordo, em partes, com essa psicóloga, pois Cazuza, como cantor, letrista, era sensacional. Fora de série. Não ha a menor dúvida disso.

Conheci Cazuza no Baixo Leblon (pra quem não conhece o Rio de Janeiro, o "baixo leblon" era (acho que ainda é) o point dos artistas, intelectuais e vagabundos de carteirinha. Onde eu me encaixava ai? Na época ainda escrevia roteiros de cinema e TV, portanto era um "artista" - rs.), jantando. Estávamos eu, uma ex-namorada e um amigo. Esse amigo nos apresentou à Cazuza, que sentou à nossa mesa e ficou lá até o restaurante fechar. Muito inteligente, safo, bem articulado, mas muito mandão, dono da verdade e extremamente desbocado. A impressão que tive era que ele não tinha limites para tentar conseguir o que desejava.

Nessa mesma noite, num dado momento, Cazuza esperou minha ex-namorada ir ao banheiro para falar diretamente pra mim: "Você é bi? Eu to muito afim de você!". Tomei um susto com aquela declaração. Meu amigo cutucou Cazuza e mesmo assim ele disse: "O que quê tem? É só uma pergunta." Passado o susto, repondi: "Não Cazuza. Não sou bi. Sou hétero.". Ele: "Que pena. Não quer nem experimentar?", eu:" Não. Gosto muito de mulher.". Após ter respondido de forma categórica, incisiva e o restaurante já fechando, Cazuza despediu-se, fazendo questão de pagar a contar. Foi a 1º e última vez que conversei com ele.

Concluindo, Cazuza me foi dismitificado naquela noite. Confesso que me decepcionei um pouco com a pessoa dele. Quando li esse relato dessa psicóloga, muita coisa "bateu" com que eu havia sentido quando fui ver o filme.

Eu só quero lembrar do Cazuza artista.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Melhor amigo do homem

Fala-se muito que o cachorro é o melhor amigo do homem, mas o gato também deveria receber esse título. Apesar deles serem ariscos, as vezes, e independentes, quando dão pra ser amigos, eles, REALMENTE, são amigos.

Lembro-me uma vez que cheguei em casa passando mal, por causa de um suco de laranja estragado, e fui direto pra quarto. Naquela época ainda morava com meus pais e eles tinham 5 gatos. No momento que entrei no quarto e deitei na cama, um dos cinco, Amonh, apareceu e deitou-se na porta, como se estivesse me protegendo. Passei dois dias me recuperando daquele maldito suco de laranja e por dois dias Amonh ficou na porta do meu quarto esperando eu melhorar. Só saía para comer, beber, fazer suas necessidades fisiológicas (até parece gente - hahahhaha) e voltava para a porta do meu quarto. Quando me recuperei, Amonh saiu da porta do quarto e voltou pro seu cantinho favorito da casa.

Além dos felinos serem amigos, eles pressentem as coisas. Até hoje, quando vou à casa de meus pais, antes de eu abrir a porta da casa, tem uma gatinha, Neném, que já está me esperando.

Sempre adorei gatos, cachorros, animais em geral, mas depois daquele dia, passei a olhá-los com outros olhos. Com mais carinho, com mais paciência.

Infelizmente Amonh, que eu adorava, morreu de velhice ano passado, 2007.

Amonh - In Memorium!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sentença de 1833

Isso é simplesmente sensacional! Recebi uma sentença penal de 1833. Eu, como estudo pra magistratura, fiquei abismado e surpreso com essa relíquia. Segue abaixo a sentença IPSIS LITTERIS.

SENTENÇA JUDICIAL PROLATADA EM 1833 ("Ipsis litteris, ipsis verbis").

O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará.
Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante.

Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.

CONSIDERO:

QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ella e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;

QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;

QUE Manoel Duda é um sujetio perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.

CONDENO:

O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.
Nomeio carrasco o carcereiro.
Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.
Manoel Fernandes dos Santos,
Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe, 15 de Outubro de 1833.

9º mandamento

Uma rapidinha, só pra divertir.
Recebi um e-mail de um amigo.

"ADVOGADO

Estava Moisés lendo a seu povo os Dez Mandamentos:
'Nono Mandamento: Não desejar a mulher do próximo.'
De imediato se faz ouvir o protesto generalizado do povo.
Moisés explica:
- 'Isto é o que diz a lei. Esperemos para ver o que diz a jurisprudência.'
"

Muito boa, apesar de machismo. ahahahahah

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Triste realidade

É com muito pesar e tristeza que coloco essa charge aqui, que representa muito bem a realidade do nosso Rio de Janeiro. Bem que poderia ser diferente...

sábado, 23 de agosto de 2008

PM RJ desmoralizada

É triste ver isso. É triste ver a polícia ser desmoralizada dessa forma, mas... é a realidade.

S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!!!

O discurso da deputada Cidinha Campos à favor da cassação do Álvaro Lins foi sensacional!
Veja:

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Uma curtinha

ÓTIMA!
Pra descontrair

F.H.C. MORRE E VAI PARA O INFERNO...

Como castigo, fica dentro de um imenso tanque de merda. atolado até o queixo, ele olha para o lado e vê o Maluf dentro do mesmo tanque com a merda pela cintura. FHC, irritado, chama o capeta e reclama:

- Assim não dá, tenha dó, eu não roubei tanto assim! criei o real, mantive a inflação baixa, ninguém nunca conseguiu provar nada contra mim e estou aqui quase afogado, enquanto o Maluf, que roubou adoidado, está atolado só até a cintura?

O capeta, muito bravo, olha para o Maluf e grita:

- Maluf! eu já num falei para você parar de subir na cabeça do lula, pô!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Álvaro Lins com depressão! COITADO!

"Advogado alega que ele não se apresentar por estar com sintomas de depressão"

fonte: Globo Online (http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL725142-5606,00-LINS+JA+E+CONSIDERADO+FORAGIDO+DIZ+PF.html)

Coitado do Álvaro Lins! Está com sintomas de depressão! Que pena que estou dele! Entrei em depressão também só por saber que ele está em depressão.

O desgraçado é suspeito (mais do que suspeito, diga-se de passagem) de integrar esquemas de corrupção passiva, formação de quadrilha e enriquecimento ilícito. Agora está com suspeitas de DEPRESSÃO, só porque vai pra cadeia????? Haaaa que pena!

Mas... e a presunção de inocência? Bom, a presunção de inocência deveria desaparecer do mapa, porque ela só é lembrada nos casos em que ha pessoas influentes e ricas. NÃO! Não é uma desculpa e sim uma verdade que a mídia está mostrando ha tempos (pra mim não é nenhuma novidade)

Vamos prestar atenção em quem vamos votar!!! Só depende da gente, eleitor.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Errei!

Errei!

Fiz uma coisa que repudio e já deixei claro a minha opinião, diversas vezes, aqui nesse blog.

Estava andando pela rua e uma senhora, quase chorando, se aproximou de mim e me pediu "qualquer moeda" pra comprar comida. Fiquei olhando aquela mulher um tempo, enquanto ela contava sua história. Após contar sua história de vida, perguntei se ela não estava trabalhando. Disse que não. Perguntei, então, se estava procurando emprego e ela disse que sim. Senti tanta verdade, honestidade em seus olhos e tanta coerência na sua história, que coloquei a mão no bolso, peguei a primeira moeda que meus dedos tocaram e lhe entreguei. Quando me despedi, logo em seguida uma voz apareceu na minha cabeça:"Ela te enganou, seu bobo.".

Pois é. Arrependi-me, sinceramente, por ter dado aquela moeda. Esse meu ato foi de encontro a tudo que penso e sou contra. Acho que dar "qualquer moeda" para esses pedintes é estimular essa conduta. É estimular que mais pessoas façam isso e façam da rua seu escritório, que quando termina o "expediente", voltam pras suas casa.

Acertei com a razão, mas errei com o coração.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Lei seca

Recebi um e-mail que me fez revoltou.

O e-mail ensinava a BURLAR o bafômetro. Isso mesmo. O cara pode ter passado a noite toda bebendo e se assoprar, vai dar 0% de álcool.
É inacreditável com o nosso povo é BURRO! Não é esperteza e sim burrice!!! Quantas pessoas não já tiveram pessoas queridas ou conhecidos envolvidos em acidentes de carro em que uma das partes estava bêbada? Quantas mortes não ouvimos noticiadas na mídia por causa da bebida?

Quando o nosso legislativo faz algo REAL para coibir esse tipo de violência, o nosso povo tenta burlar a lei, se achando O TAL.

O povo tenta burlar o bafômetro, mas pede o fim da violência no trânsito. O povo tenta burlar o bafômetro, mas vai as ruas para acabar com a impunidade. O povo tenta burlar o bafômetro, mas critica o policial por corrupção.

Esse "jeitinho brasileiro", que vários se orgulham, é o que existe de pior no brasileiro.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Processar a policia

"Familia de brasileiro morto vai processar a polícia dos EUA."
fonte: O Globo

Hahahahahahaah Imagina se a moda pega aqui no Brasil? Mais especificamente aqui no Rio de Janeiro? ahahahahah A justiça iria entrar em colapso com tantos processos (mais do que já tem).
No caso a ação deve ser proposta em face do Estado e não em face da polícia. Mas entendemos.

É bem capaz da família ganhar a causa, sendo o fato ocorrido nos EUA. Mas se fosse aqui... se fosse aqui... bom, vamos tratar de outras coisas não tão obvias, não é mesmo?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Efeito Gilmar Mendes

Pois é. Infelizmente é essa a imagem que o nosso Presidente do Supremo está passando.

(Veja mais no blog Desabafo País. - http://desabafopais.blogspot.com)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Um momento, por gentileza, senhor.

Essa é mais uma dessas história de telemarketing. Só que desse vez, foi comigo.
Ha uns 2 meses, liguei pra operadora de cartão de crédito pra cancelar um dos meus cartões. Precisava economizar. :) Pra minha surpresa, a atendente disse que o cartão já estava cancelado. Mesmo achando estranho, pois não havia pedido o cancelamento, aceitei sua resposta e desliguei. Quando foi hoje, após o fim da greve dos carteiros, recebi uma "cartinha" , me cobrando a anuidade desse cartão, que teoricamente já estava cancelado. Respirei fundo, meditei alguns segundos e sem muita paciência, liguei. Transcrevo o diálogo que foi gravado por mim:

- Senhor Guilherme?
- Isso.
- O contato do senhor foi redirecionado pra central de relacionamento e portanto darei continuidade ao atendimento ao senhor, tudo bem? (eu já havia passado por uma "triagem")
- Tudo bem.
- Tudo bem com o senhor, senhor Guilherme?
- Tudo bem.
- O senhor poderia confirmar alguns dados pra que eu possa ter acesso (????) ao cartão, seu Guilherme?
- Sim. (confirmei os dados perguntados)
- Senhor Guilherme, qual seria o motivo do contato?
- Cancelar o cartão que teoricamente já estaria cancelado.
- Cancelamento do cartão? Mas por que? Qual motivo? O que ocorreu? Algum problema, alguma insatisfação com o cartão?
- Não. Eu só quero cancelar.
- Sim, mas não teve nenhum transtorno, nenhum constrangimento?
- Não. Só quero cancelar.
- De que forma como o senhor efetua as compras hoje em dia, senhor Guilherme?
- Dinheiro, cheque, pelos outros cartões.
- O senhor concorda comigo que o cartão até é uma forma mais segura de se fazer uma compra, mesmo nesse caso que o senhor quer efetuar compra em dinheiro?
- Não, amigão. Não concordo. Por favor, eu só quero cancelar o meu cartão. Só isso.
- Mas senhor Guilherme, eu verifiquei aqui que o senhor já possui o cartão já ha algum tempo aqui com a gente e anteriormente o senhor tinha uma utilização constante desse cartão. É uma linha de crédito que o senhor já tem aprovado com a gente. O senhor possui outros cartões?
- Cara, eu só quero CANCELAR.
- Entendo, senhor Guilherme, mas eu estou tentando informar ao senhor, que não é viável fazer o cancelamento até mesmo porque o senhor..., eu posso efetuar o cancelamento, mas o senhor tem um ótimo relacionamento com a gente. O Banco não gostaria de perder um cliente como o senhor e é viável pro senhor continuar com o cartão.
- É mesmo? E por que á viável? (não agüentei. Tive que debochar)
- O cartão já é uma linha de crédito já aprovada que o senhor tem. O senhor recebe a fatura em casa normalmente (?????) e é uma comodidade que o senhor tem. O cartão foi gerado (????) com o intuito de trazer benefícios pro senhor. Fora que o senhor, além de efetuar compras normamente pelo cartão, o senhor, além de ter esse linha de crédito aprovado, o senhor tem outro benefícios já aprovados. Benefícios extras, por exemplo: de que forma o senhor paga a conta, por gentileza, senhor Guilherme?
- Pela internet, indo ao banco.
- Mas o senhor paga debitando em conta corrente, debitando com outro cartão?
- Isso.
- O senhor sabia que com esse cartão o senhor pode efetuar pagamentos de consumo, como água, luz, telefone?
- Sei de tudo isso, cara. Só quero cancelar o meu cartão. Pode ser?
- Entendi, seu Guilherme. O senhor tem certeza? O senhor confirma o cancelamento do cartão?
- Confirmo o cancelamento, claro.
- Tudo bem. Então eu vou efetuar o cancelamento.
- Ta bom.
- Só um momento, senhor Guilherme.
(esperei um tempo)
- Senhor Guilherme, desculpa a eventual demora e o cartão se encontra cancelado. Não ha mais possibilidade de utilização do cartão. Futuramente, se o senhor tiver interesse de adquirir um novo cartão, o senhor pode preencher uma nova proposta. Ok, senhor Guilherme?
- Tudo bem.
- Pra nossa segurança, esse ligação foi gravada e registrada em nossos sistemas.
- Ok. Eu também gravei a nossa conversa pra nossa segurança.
- Caso o senhor tenha uma outra informação ou dúvida, por favor, entre em contato com a gente.
- Tudo bem, obrigado. Pode me dar o número do protocolo?
- Não foi gerado nenhum protocolo, porque não foi feita nenhuma solicitação. (não????????) O procedimento foi feito agora mesmo online. (??????) A partir de agora o cartão se encontra já cancelado.
- Esse extrato que recebi, me cobrando pela anuidade? Desconsidero, não é?
- Já foi estornado (????) . Pra segurança do senhor, como eu informei, essa ligação foi toda grava e registrada nos nossos sistema. Foi um prazer falar com o senhor e eu te dou a oportunidade e ter o senhor como cliente desse cartão (????) . Tudo bem, seu Guilherme?
- Obrigado e eu também gravei a nossa conversa, pra nossa segurança.
- Eu é que agradeço o contato.


Note que, as vezes, o diálogo não tem muito nexo e uma mesma palavra é repetida diversas vezes. Não. Não é um erro meu. Foi como o diálogo se "desdobrou".

Internet gratuita "wi-fi"???

Hoje entra "em cena" a internet "wi-fi" no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro. Ou seja, sinal gratuito para acessar a internet de qualquer ponto do bairro. Que maravilha isso! Você vai poder pegar o seu laptop, sentar num dos bancos da orla ou até mesmo na areia da praia e acessar a internet sem o menor problema!

Esse nosso governador pensa em tudo mesmo... quer dizer, em QUASE tudo. Cabral filho só esqueceu de um pequeno detalhe... pequeno mesmo, sem importância, que quase ninguém nota: a VIOLÊNCIA.

E já vou logo perguntando; será que tem alguém suficientemente maluco para sair nas ruas com um laptop debaixo do braço, acomodar-se num banco confortavelmente, ligar seu computador de mão e navegar TRANQÜILAMENTE pela internet?

Seria uma cena perfeitamente costumeira se não estivéssemos falando de uma cidade que tem como "cartão de visitas" uma arma apontada pra os seus moradores e turistas! Uma cidade onde a violência é exacerbada e que ha tempos vem afastando turistas e mudando hábitos dos próprios moradores. Uma cidade onde a anomia já está "instalada" ha tempos e todos governantes ainda brincam de faz-de-conta! Uma cidade em que se rouba de tudo, em qualquer lugar, por qualquer motivo, longe ou perto da policia, fardado como policial ou não, onde mata-se mais onde a guerra é declarada! Será que vai ter algum insano de se expor dessa forma por mero capricho?

Acho, sinceramente, a intenção boa, mas governador... pelo amor de deus! Antes de abrir o sinal da internet gratuito no bairro, tem que EXTERMINAR com essa anomia, violência de todos os cantos que assolam a nossa cidade! O senhor está querendo ter MAIS UM DADO estatístico de violência? O roubo de laptop, seguido de morte? O LAPtrocínio?

Alô governador! Vou listar em ordem de prioridade o que o senhor deve fazer.

Se alguém quiser me ajudar nessa extensa lista, por favor, faça um comentário ou mande pro meu e-mail (que está no alto dessa página) pra ser publicado.


Desculpa-me pela ausência, mas ultimamente não tenho tido ânimo pra escrever depois de ver tanta violência nos jornais e nas TVs.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Triste realidade (a nossa)

Já ha algum tempo tento escrever sobre a segurança e leis de paises que realmente trabalham para as coisas darem certo, as aplicando e punidando com rigor quem as desobedeça., mas havia perdido um pouco do entusiamo para escrever até que li hoje a coluna do Repórter do Crime no Globo Online ( http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/post.asp?cod_post=109866 ) e resolvi escrever as minhas impressões, que são, basicamente, as mesmas apresentadas por ele em sua coluna, mas acrescendada de uma certa dosse de "pimenta". :).

Em sua matéria, ele diz que foi de férias a Los Angeles, EUA, e ficou espantado com a segurança do local (como na maioria dos estados de lá), mesmo tendo o "perigo" do terrorismo e etc. Pois é, como ele mesmo disse, a lei lá funciona pois é APLICADA com rigor em quem a desobedeça. Ele cita que um carro velho, de estado precário, foi parado pela policia, multado e o motorista levado a delegacia por colocar em risco a segurança dele, motorista, e das outras pessoas (lei como aqui). Aqui no Brasil, também é lei, mas... mas... como de praxe... novidade... ninguém cumpre. Acho que nem mesmo os policias sabem dessa lei. Triste...

No final de seu texto, o repórter do crime acrescenta: "O ser humano é a mesma coisa em qualquer lugar do mundo. O que falta aqui é uma força policial que se dê o respeito para fazer cumprir a lei." Ele está coberto de razão. O número de brasileiros que vai aos EUA, por exemplo, e não respeita as leis é muito baixo, mas os que insistem em desrespeitar, vão presos, SEM jeitinho brasileiro. Esses mesmos brasileiros voltam ao Brasil desrespeitando as mesmas leis que lá, nos EUA, eles respeitavam. Vamos dar o exemplo desses pastores (pilantras, mas é para uma outra história) que foram presos por entrarem nos EUA com 50 mil dólares não declarados. Ficaram presos durante meses, quase um ano. Agora, vocês me respondam. Será que eles vão tentar entrar nos EUA com outros 50 mil dólares não declarados novamente? Eu aposto que não.
Se fosse aqui no Brasil, infelizmente, eles pagariam uma multa milionária de de uns R$1.000,00 reais e voltariam pras suas casa livres, leves, impunes e soltos para, numa próxima viagem, fazerem tudo novamente.

A lei foi feita para ser temida, mas aqui no Brasil ela é motivo, não só, de descaso como de deboche. Ninguém respeita a lei, a começar por quem deveria dar o exemplo, que são os que governam esse país, seguindo dos "administradores e fiscalizadores" da ordem pública, a polícia.

A impunidade "come solta" e o máximo que acontece é um pouco de barulho, pra dizer que estão fazendo alguma coisa, até a "poeira baixar". Quando ninguém mais se lembra do caso, entra em cena a PIZZA! Fatiada em diversos pedaços e distribuídos para todos aqueles que ficaram impunes. E é claro, para dar energia para o próximo crime.

Alguém duvida que o Álvaro Lins será INOCENTADO???? Hehehhehe Eu não.

E assim caminha esse nosso país chamado República Federativa da Anomia Brasil!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Impunidade, impunidade, impunidade...

É um absurdo como ha pessoas como esse filhos da puta (não tem como não dizer esse palavrão) que desafiam e acham-se acima da lei. São pessoas informadas, que tiveram acesso a informação, brigadeiros, PMs, empresários e etc. O pior, NINGUÉM faz nada. Estou falando desses filhos da puta que soltam balão (mostrado ontem no Fantástico). Um deles (PM reformado) , ainda disse: "Nós não reconhecemos a lei. Pra gente, a lei é ilegal"!!! Quem esse filho da puta acha que é?

É por essa e outras que o Brasil é o paraíso dos fora-da-lei. Pode-se fazer qualquer coisa e nada é feito. Pra mim, esses filhos da puta e bandidos são a mesma coisa.

Assista abaixo o vídeo:

sábado, 7 de junho de 2008

Lutador filósofo

Para quem não sabe, sou fã de lutas como jiu-jitsu, judô, luta-livre, vale-tudo, etc. Paixão mesmo é o jiu-jitsu, que treino ha mais de 15 anos, com alguns intervalos, e por isso sempre que posso acompanho as notícias do mundo da luta.

Estava lendo sobre o campeonato mundial de jiu-jitsu, que acontece na Califórnia, quando li uma das coisas mais sensatas que já ouvi em toda minha vida. E veio de uma lenda viva do jiu-jitsu, Rickson Gracie. Comentando sobre seu filho, ele disse; "Tu que é feliz pois ganhou e saiu da luta com um monte de erros para consertar.".

Achei essa frase de uma sabedoria incrível, que vale pra tudo na nossa vida.

abraços

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A corrupção tem que terminar!!!!!

A corrupção tem que terminar. Surreal? Infelizmente eu tenho que concordar, mas ainda resta esperança. ESPALHEM esses vídeos!

Sobre a liberação de Álvaro Lins e sua corja na ALERJ (nem todos):



Entrevista do delegado Alexandre Neto, que sofreu uma tentativa de homicídio. Segundo ele, Álvaro Lins está envolvido.

sábado, 31 de maio de 2008

ALERJ - nojento

Mais uma vez a corrupção, desonestidade, cara-de-pau e corporativismo tomaram conta da ALERJ, na sessão extraordinária, para ser resolvido a "constitucionalidade" da prisão do HONESTO, POBRE COITADO, INJUSTIÇADO Álvaro Lins. Evidentemente a ALERJ foi à favor a soltura desse "exemplo" de homem. Mas ainda digo que ha esperança:

Veja quem votou contra e favor a soltura dele:

Disseram NÃO à soltura do deputado Álvaro Lins, honraram cada voto recebido:

1 - Alcides Rolim (PT)
2 - Alessandro Molon (PT)
3 - Cidinha Campos (PDT)
4 - Comte Bittencourt (PPS)
5 - Fernando Gusmão (PCdoB)
6 - Flavio Bolsonaro (PP)
7 - Gilberto Palmares (PT)
8 - Inês Pandeló (PT)
9 - Marcelo Freixo (PSOL)
10 - Nilton Salomão (PMDB)
11 - Olney Botelho (PDT)
12 - Paulo Ramos (PDT)
13 - Rodrigo Neves (PT)
14 - Sabino (PSC)
15 - Wagner Montes (PDT)

Quero destacar o discurso da deputada Cidinha Campos (PDT). Emocionante:

"Sr. Presidente, Sra. e Srs. Deputados, o que eu tenho a dizer não é tão grande que eu não pudesse usar um aparte para fazê-lo, mas eu achei que seria tirar o tempo do debate que está se ouvindo aqui, porque tem sido muito bonito, E eu quero cumprimentar o Deputado Paulo Ramos - não é sempre que eu faço isso, não é, deputado? - pelo seu discurso desta tribuna.

Falou-se muito aqui, Sr. Presidente, sobre estado de direito. Acho que do estado de direito já se falou demais. Nós temos que falar do Estado direito. O Estado direito é aquele em que o deputado trabalha, vive com o seu salário, não rouba de ninguém, não tira dinheiro da escola de criança. Esse é o Estado direito!

Não vou fazer nenhuma análise jurídica. Eu vejo com espanto que na hora de defender um deputado, vão procurar na Constituição o amparo para livrá-lo de uma punição. Mas esse deputado, que foi Chefe da Polícia deste Estado do Rio, não respeitou nem o Código Penal, nem o Código Civil. Nada! Na hora de se defender, todos buscam a legalidade ideal: a Constituição Federal, que ninguém respeita.

Esta Casa, é claro, tem competência para tirá-lo do xadrez, mas não tem legitimidade. Sabe por que, Sr. Presidente? Porque 40% desta Casa estão envolvidos com a marginalidade: 40% de uma casa política envolvidos com bolsa-escola, máfia dos combustíveis, assassinato, grupo de extermínio, extorsão, milícia e tráfico. Que legitimidade tem esta Casa para dizer que ele tem que sair da prisão? Estão votando em causa própria! “É ele hoje, sou eu amanhã” – como já disseram aqui uma vez.

Então, qualquer que seja esse resultado, e eu já sei qual será, como sabia que ele ia ser preso – e V. Exa. é testemunha que eu sabia que ele ia ser preso - como sei que outros serão. Serão presos e nós nos vamos enfraquecendo a cada passo. As argolas que querem tirar do pé do Álvaro Lins já estão chegando aos nossos pés, porque nós estamos implantando no Poder Legislativo do Estado do Rio de Janeiro o poder da bandidagem, da falcatrua, da falta de respeito à população e ao direito do Estado, ao Estado direito.

Sr. Presidente, eu trouxe documentos aqui. Tem gravação. Eu tenho a degravação completa da investigação da Poeira no Asfalto. O chefe do gabinete do Dr. Álvaro Lins tratando da falcatrua que ia fazer naquele direito especial do imposto do ICMS que o Garotinho ia botar. Ele não está sendo julgado por isso, mas também será e nós vamos perder o bonde da história, porque ele é o principal envolvido na máfia dos combustíveis. Mas como é que vai votar esta Casa? Dos oito presos, um é funcionário daqui. A mulher do Sr. Álvaro Lins, a ex, é funcionária da Casa, e os outros, os demais, todos foram homenageados pela Casa, todos os bandidos receberam moção desta Casa, alguns receberam três ou quatro. Mas que moral tem um Deputado que dá moção para esses bandidos? E eu não estou nem falando do Álvaro Lins, que recebeu a Medalha Tiradentes e outras coisas, estou falando dos “inhos” todos. Bandidos pés-de-chinelo que receberam moção, medalha de diversos Deputados, a maioria de Deputados também envolvidos em outras denúncias de corrupção.

Eu acho, Sr. Presidente, que é um discurso perdido. Quando a gente se opõe ao sistema, porque isso virou um sistema, chega a ser perda de tempo. Mas o que estou fazendo aqui se eu não fico pelo menos indignada com o que está acontecendo? Então, eu sei que ele vai sair por aquela porta, vai usar os instrumentos que tem, como disse bem o Sr. Deputado Paulo Ramos, como ex-Secretário de Segurança Pública, para desvirtuar a investigação. E não é só ele, são dois ex-Secretários, ele e o Ricardo Hallack, que é outro bandido de primeira classe muito homenageado nesta Casa.
É um discurso vazio. É um discurso que não vai dar em nada.
Pode sair, Sr. Deputado Álvaro Lins! A Casa é sua!"


Votaram à favor da libertação: Devemos ANOTAR esses nomes, pois como no disrcuso da deputada Cidinha Campos, a casa está cheia de fora-da-lei. Não poderia esperar outra coisa se não a soltura de uma "farinha do mesmo saco":

1 - Alessandro Calazans PMN
2 - Anabal PHS
3 - Aparecida Gama PMDB
4 - Atila Nunes DEM
5- Audir Santana PSC
6 - Beatriz Santos PRB
7 - Chiquinho da Mangueira PMDB
8 - Coronel Jairo PSC
9 - Délio Cesar Leal PMDB
10 - Dica PMDB
11 - Dionisio Lins PP
12 - Domingos Brazão PMDB
13 - Dr. Wilson Cabral PSB
14 - Edino Fonseca PR
15 - Edson Albertassi PMDB
16 - Fábio Silva PMDB
17 - Geraldo Moreira da Silva PMN
18 - Gerson Bergher PSDB
19 - Glauco Lopes PSDB
20 - Graça Matos PMDB
21- Iranildo Campos PTB
22 - João Pedro Figueira DEM
23 - João Peixoto PSDC
24 - Jorge Babu PT
25 - Jorge Picciani PMDB
26 - Luiz Paulo PSDB
27 - Marcelo Simão PHS
28 - Marco Figueiredo PSC
29 - Marcus Vinicius PTB
30 - Mario Marques PSDB
31 - Natalino DEM
32 - Paulo Melo PMDB
33 - Pedro Paulo PSDB
34 - Rafael Aloisio Freitas DEM
35 - Rogerio Cabral PSB
36 - Ronaldo Carlos de Medeiros PSB
37 - Sheila Gama PDT
38 - Sula Do Carmo PMDB
39 - Tucalo PSC
40 - Waldeth Brasiel PR


Faltaram à sessão:

1 - Alair Correa (PMDB)
2 - Altineu Cortes (PT)
3 - Alvaro Lins (PMDB)
4 - André Corrêa (PPS)
5 - André do PV
6 - Armando José (PSB)
7 - Graça Pereira (DEM)
8 - Jodenir Soares (PTdoB)
9 - José Távora (DEM)
10 - José Nader (PTB)
11 - Marcos Abrahão (PSL)
12 - Nelson Gonlçalves (PMDB)
13 - Pedro Augusto (PMDB)
14 - Roberto Dinamite (PMDB)
15 - Zito (PSDB)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Será mesmo?????

"MPF denuncia Álvaro Lins, Garotinho e mais 14 pessoas"
fonte: Globo.com de 29/05/08

Será que o nosso Brasil está tomando jeito?
Quando li essa notícia, delirei, quase não acreditei no que estava lendo. Reli umas 3 vezes até me dar conta de que era verdade! Só vou acreditar de fato, quando vir o rosto dos dois estampados na TV com roupas listradas, de presidiário, e com uma bola de ferro amarrada a uma das pernas.

OK, OK... antes que digam alguma coisa, antecipo-me em falar que até o trânsito em julgado da sentença condenatória eles são inocentes. Já sei disso. Mas não vão querer cercear minha alegria de vê-los denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF).

Quando li essa notícia, corri pro Google na intenção de me aprofundar nos fatos expostos no Globo Online. Eis, então, que achei um "blog evangélico" ou um "blog com o autor evangélico" em que o autor enaltecia o "caráter" (Hum?!) do Garotinho: "Com certeza, o único homem capaz de trasformar esse país. Chega de corrupção, mensalão! O Brasil precisa de alguém honesto, com princípios." (http://comgrandeorgulho.blogspot.com/2006/04/anthony-um-homem-de-carter.html)
(grifo meu)

Quando li essas palavras, colocadas em negrito por mim, comecei a rolar no chão de tanto rir! Caí da cadeira, meu maxilar doia e meus batimentos cardíacos mantinham-se em ritmo acelerado. Tudo por conta dessa piada de mau gosto. Pelo visto só quem acredita na "honestidade" de Garotinho e de Álvaro Lins, são os evangélicos e os policias ligados diretamente ao deputado.


Quero deixar claro aqui que não tenho nada contra igrejas evangélicas e muito menos as vítimas dos pastores. Só critico a lavagem cerebral que é feita nessas igrejas e também o fanatismo que assombra por aquele "ares". Cada um acredita no que acha que é certo e assim caminha a humanidade.

domingo, 25 de maio de 2008

Cartão de crédito

Você já tentou cancelar seu cartão de crédito? Já tentou cancelar no sábado?

Resolvi TENTAR fazer essa proeza hoje, sábado. logicamente não consegui. Se já é difícil cancelar alguma coisa durante a semana, quiçá ao sábado.

Pois bem, liguei para a operadora do cartão (Unicard) e pedi o cancelamento de um dos meus cartões. A atendente robô disse, então, que "o cancelamento de cartão de crédito só pode ser feito durante a semana". "Só durante a semana?", retruquei surpreso. Resolvi, então, mudar o foco em questão. Resolvi PEDIR um novo cartão e eis a resposta que recebi; "Claro! Só um momento que estarei passando para o setor responsável." Desliguei o telefone, pois não queria adquiri um novo cartão e sim CANCELAR o meu.

É inacreditável como aqui no Brasil tudo é feito para dificultar o cancelamento de um serviço. Respeito com o consumidor? Hum? O quê? O que é isso?

Adquirir um cartão aos sábados, pode. Já cancelar, não. Só durante a semana. Esqueci de pergunta o horário de cancelamento, pois do jeito que anda a coisa, do jeito que o desrespeito com o consumidor é grande, deve ser das 8:00 até 8:15. Será que é menos tempo?

Desculpa-me pela minha ausência no blog, mas é que ando meio sem saco pra fazer qualquer coisa. Voltarei ao normal em breve.

abraços e beijos

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O mundo das ONGs!

Fui fundador e presidente de uma ONG alguns anos atrás. Quando decidi, junto com mais 3 pessoas, fundar essa ONG, meu objetivo era, sinceramente, dar a minha contribuição humanitária para pessoas que não tiveram a mesma sorte que eu tive na vida. As ONGs representavam, pra mim, as lacunas em que o Estado era omisso e portanto teríamos um papel importante na sociedade. Acreditava, de coração, que estava entrando num mundo acolhedor, humanitário, sem ego, sem interesses pessoais, sem ganância, sem a podridão do dia-a-dia capitalista...

Meu "mundo de Sofia" terminou logo no nosso primeiro projeto em que fui buscar patrocínio, junto a uma rede lojas de produtos naturais. O Mundo Verde. Indicaram-me uma pessoa que "tomava conta" dessa parte. Pois bem. Nosso primeiro contato foi por telefone e ela marcou um encontro na casa dela (!!!!) e não no escritório, como é de praxe (ou eu estou ficando maluco e não se faz mais dessa forma?). Cheguei na casa da pessoa, fui recepcionado como um rei! Biscoitos, chás, sucos, etc. Fiquei espantado com aquela recepção tão calorosa. Estava, mais do que nunca, convencido que aquele mundo era diferenciado, que as pessoas eram realmente mais humanas.

A medida que íamos conversando, fui vendo que essa pessoa não estava representando a loja e sim ela mesma! Tampouco estava ali para decidir se bancaria meu projeto. Estava ali para VENDER o meu projeto e ganhar em cima dele! Ou seja, agia por fora, sem o consentimento e sem o conhecimento do Mundo Verde para faturar em cima da própria loja para a qual ela havia sido contratada para fazer aquele trabalho!!! Insisti, mais de uma vez, em dizer que eu queria o patrocínio da loja e não que ela vendesse o projeto. Sem rodeios, ela virou-se pra mim e disse: "Sou eu quem toma conta dessa área. Já te digo que seu projeto nunca passará sem o meu aval. Portanto, se não quiser fazer negócios comigo, fique à vontade pra procurar outras pessoas." Fiquei sem reação por alguns instantes até que resolvi me levantar e ir embora.

Esse foi o primeiro contato que tive com os meus mais novos, e então, "coleguinhas do meio" das ONGs.

Daí em diante as decepções só foram aumentando. Só encontrava pessoas que queriam tirar proveito da situação. Só me dariam patrocínio se eu desse "algo" em troca e assim por diante.

Para ratificar as inúmeras decepções, o tempo ia passando e as pessoas que estavam comigo na ONG (fundadores) foram saindo, dando desculpas das mais esfarrapadas, me deixando "na mão", sozinho. E olha que alguns eram amigos de infância. Ficaram ao meu lado apenas dois: meu irmão e uma outra pessoa que conhecia há pouco tempo e que depois desse episódio tornou-se meu amigo. Ironia do destino.

Resumo da ópera; o que MENOS se ve no meio das ONGs é a vontade de querer ajudar os que precisam, a sinceridade, a honestidade, o espírito acolhedor.

Tudo acontece na mais podre versão dos fatos. É uma robalheira tamanha, com pessoas que "não estão nem ai" para quem precisa e sim estão dispostas a ganhar "o seu" de qualquer jeito, independente de qualquer coisa! "O negócio é faturar, meu veio", como me disse uma vez um "coleguinha".

OS FATOS:

1. Um belo dia (com 2 meses de ONG) recebi um telefonema de um amigo, dizendo que soube que eu havia "aberto" uma ONG. A família dele era tradicional, de muito dinheiro. Chamou-me pra jantarmos e conversarmos sobre a "ONG". Fiquei esperançoso, pois achava que ele estava disposto a ajudar os projetos. Pois bem, a proposta dele foi a mais surreal que pude imaginar. A empresa da família enviava dinheiro, pelo menos 3 vezes ao ano, pra fora do país para um desses paraísos fiscais e, duas vezes por ano, trazia dinheiro de volta para aplicação. A quantia que eles traziam pra cá não era menos de 20 milhões de reais por semestre. Onde entraria a ONG? Como a ONG tem imunidade de alguns impostos e pode pedir isenção de outros, esses 20 milhões entrariam no Brasil pela ONG, como se fossem pra ela (não era uma OSCIP, portanto poderia receber dinheiro de fora.) e naturalmente pagaria menos imposto, ficando com 10%. Eu fiquei embasbacado com aquela proposta. Principalmente por ter vindo de uma pessoa do meu convívio pessoal. EVIDENTEMENTE neguei.

2. Os presidentes de ONG, por lei, não podem receber QUALQUER tipo de remuneração. Então, os presidentes não vão ganhar nada? Claro que vão! Pega-se um(ns) funcionário(s) da ONG que possa(m) receber salário e esse(s) receberá(ão) um salário "gordo". Essa gordura é repassada para o presidente. É assim que funciona.

Já sei que vão perguntar. "Você, então, recebia remuneração dessa forma ilegal?". NÃO. Nunca recebi nada! Acreditem se quiserem. Muito pelo contrário. Saí da ONG tendo perdido 5 mil reais. PERDI.

3. O pai de um amigo do meu irmão era diretor de uma ONG conhecida. Sua ÚNICA fonte de renda é a ONG. Por lei, os salários de diretores de ONGs têm um teto, que não chega a 20 mil reais mensais, se eu não me engano. Pois bem, suponhamos que ele ganhe o teto (20 mil reais) menos impostos. Reduziria bem. E onde ele mora? Na Delfim Moreira, em frente a praia do Leblon. Pra quem não é do Rio de Janeiro ou não conhece, a Rua Delfim Moreira tem o m² mais caro do Brasil (em torno de 20 mil reais), com condomínios que chegam a 6 mil reais FACILMENTE. Será que é do salário que ele ganha?

Bom, só sei que quero distância desse meio. Toda vez que ouço falar em ONG, dá um arrepio.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Perdendo as esperanças...

O Fantástico de ontem, 6/04/08, mostrou mais uma vergonha do nosso país. A "compra" de ruas por flanelinhas (sic) com conivência da Guarda Municipal. Digo flanelinha, pois aqueles mostrados não eram "guardadores" registrados no município e sim flanelinhas. Foi uma grande frustração pra mim em saber que a GM estava envolvida, pois achava que ela não havia sido contaminada pela prática ilegal de ganhar dinheiro fácil. A GM ainda era minha esperança de algum "braço" do município que agisse de forma honesta. Ledo engano! Enganei-me de verde e amarelo.

Minhas esperanças de ter um povo mais honesto estão se esvaindo. O Brasil precisa mudar urgentemente em TODOS os setores!

Os guardas municipais deveriam ser os primeiros a coibir esse tipo de coisas e no entanto, juntaram-se aos bandidos. Ou seja, bandidos também são. Com um agravante, majorando a pena; são representantes de um "braço" do município.

Estou cansando de falar dessas coisas...

sexta-feira, 28 de março de 2008

Atitudes

Lendo no Globo Online sobre uma briga (terminou em vias de fato mesmo) de trânsito em São Paulo, me fez lembrar de algumas atitudes que tive durante muito tempo. Eu era muito explosivo e nervoso na direção. Depois de uma "fechada" de um motorista de ônibus, por exemplo, saí do carro e subi no ônibus pra bater no motorista. Já bati boca algumas vezes. Enfim, era muito nervoso.

MAS, têm certas coisas que acontecem que a gente não sabe a razão daquilo estar acontecendo, mas com tempo descobre o motivo.

Parei no sinal de trânsito, na Barra da Tijuca - Rio de Janeiro, e vi, na minha frente, que 2 motoristas em carros parados um do lado do outro discutiam, batiam boca, xingavam-se freneticamente. Foi quando um deles saiu do carro, se aproximou do outro e apontou uma arma pra cabeça de seu desafeto e disse: "Me xinga, filha da puta! Me xinga que você vai pro céu!". E eu ali, ilhado, sem poder sair com o carro. O sinal abriu, o buzinaço começou e a discussão dissipou-se.

Aquela cena me deixou nervoso, pensativo. Fez-me pensar muito nas minhas atitudes no trânsito e na vida. Por uma bobeira, num estalo de dedos, eu poderia perder minha vida!

Minhas atitudes, na vida em geral, mudaram radicalmente depois daquele fato. Hoje em dia, podem me fechar, não me deixarem passar, que se não acontecer nada comigo, ainda aceno pro "cara" ir em paz.

Aquela cena realmente me fez repensar nas minhas atitudes. Campeão de judo, anos de jiu-jitsu... nada daquilo me adiantaria diante de uma arma apontada para minha cabeça.

Repense sobre suas atitudes. SUA vida agradece.

terça-feira, 25 de março de 2008

Protesto bem humorado!

Já escrevi aqui nesse blog, por diversas vezes, minha eterna briga com empresas que insistem em desrespeitar os meus (nossos) direitos! Assino (RSS) blogs jurídicos (minha vida) e hoje li um texto no blog Portal Jurídico em que um consumidor reclamava exatamente das coisas que vivo reclamando, só que de forma bem humorada. Este consumidor reclamava da NET, TV a cabo; da demora de ser atendido e de ser transferido pra "um milhão" de pessoas e não resolver nada. Identifiquei-me de pronto, pois passei por situação idêntica a dele. Resolvi, então, com sua permissão, transcrever essa parte bem humorada.

"(...) Primeiro, ouvi a voz gentil (gravada), informando que o número de onde estou chamando é conhecido e que terão prazer em falar comigo. Mas há torturante espera na linha, para falar com os humanos. Mais tarde, dois dias seguidos, faço contatos com atendentes de todos os tipos de disposições.

Tem a senhora gentil, mas que não resolve nada; tem a que não sabe de nada, nem faz força para ser agradável; tem o grosseiro (que exige "me dá o código Net, me dá o código Net"); tem o que frauda ("está havendo um problema de áudio, vou transferir sua ligação para a nossa supervisora"). E tem o que faz o interrogatório de todos os meus dados (que a Net já tem no seu cadastro): "só para nossa segurança, confirme seus dados pessoais, inclusive informando de que número e cidade o senhor está falando"...

(Ora, mas a primeira e habitual voz não dissera que eu falava de um número conhecido?...)"

Infelizmente ele não foi o primeiro e nem será o último, pois aqui no Brasil os NOSSOS direitos não são respeitados TACITAMENTE. Nossos direitos só são respeitados quando temos que BRIGAR por ele! Brigar por algo que já é nosso de direito!!!

Quem quiser ler na íntegra o texto de Marco Antonio Birnfeld, entre na página: http://lawyerbhz.blogspot.com/2008/03/net-esparrela-e-tortura.html

sexta-feira, 21 de março de 2008

Cesar Maia nunca erra! Nunca está errado. Ele é o cara!

Confesso que votei no atual prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, em todas as ocasiões em que ele foi candidato, tanto a prefeito como a governador. Sempre o achei preparado, equilibrado e com boas idéias pra nossa cidade/estado. Mas, sinceramente, nessa gestão dele na prefeitura foi/está sendo muito ruim. Ele largou a cidade de lado, deixando favelas crescerem sem nenhum esboço de contra-atacar essa ação ilegal, hospitais municipais estão "ao deus dará", desculpas esfarrapadas e as piores de todas, pra mim; ele nunca admitiu as merdas que fez, os erros que cometeu, eximindo-se de toda e qualquer culpa. Pra fechar esse ciclo de atitudes arrogantes, foi ele quem fez, SEMPRE, as coisas que deram certo, mas as que não deram, ele NUNCA chegou perto.

Por um acaso alguém já ouviu Cesar Maia dizendo que errou, como fez o secretário de saúde estadual, Sergio Côrtez, ontem (20/03/08)? Heheheheh ele é muito "perfeito" pra errar.
Essa FOI a última vez que votei nele. Seu filho, Rodrigo Maia, é outro que parece fazer as coisas sempre pesando num candidatura. É outro que não votarei jamais.

Pois é... as opções estão se afunilando.

Ontem (20/03/08) assistindo ao Jornal da Globo, ouvi Arnaldo Jabour dizer o que eu já estava com vontade de dizer já ha algum tempo:

"Estamos andando para trás. Dengue, febre amarela e um dia chegaremos a perfeição da varíola. E ninguém é culpado pela dengue. Todos os dirigentes tiram o corpo fora. Quem tem razão?

Só nos resta entrevistar o mosquito. Vou traduzir o mosquito. “Eu não sei se a culpa é municipal ou federal, mas eu tenho levado uma vida ótima como mosquito. Caminhões contra mim que não funcionam e viram poças onde crescemos. Eu nasci em uma carroceria da prefeitura. O César Maia pirou e não fala mais. Está pouco ligando para o Rio porque ele não pode ser mais eleito”.

“Eu estou numa boa. Quanto mais disputa melhor para mim mosquito. Os políticos municipais e federais estão preocupados com uma coisa só: tirar seus bumbuns da seringa. Só isso os preocupa. Os 25 mil infectados em três meses no Rio, os 30 mortos com 18 crianças para isso ninguém liga. Mas eu tenho orgulho de ser mosquito. É um recorde para nós”.

É isso ai. Oswaldo Cruz onde está você agora que precisamos tanto?"

sexta-feira, 14 de março de 2008

O preço da fama!

Pra quem não sabe, fui ator e roteirista antes de ingressar no mundo jurídico. Na época de ator, por ter feito novelas na TV Globo, minha imagem ficou exposta ao extremo (leia-se FAMA) por um tempo na mídia. Mas foi o suficiente pra eu vivenciar muitas coisas legais e outras nem tanto. Entre elas, é claro, o sabor de andar pelas ruas e ser reconhecido, ser parado, dar autógrafos, ser agarrado em boates, ter roupas rasgadas, participações mil em bailes de debutante e etc.

Confesso que a fama "subiu" um pouco minha cabeça e me tornei, mesmo que por pouco tempo, uma pessoa arrogante, "me achando" o máximo. Pudera, jantava nos restaurantes e não pagava a conta em troca de uma foto, entrava nas boates (tinha 21, 22 anos de idade) sem pagar a entrada e nem o que consumia, era chamado para todas as festas e etc. Era tudo uma maravilha... mas nada justificava aquela mudança.

Até que um belo dia, respondi à minha mãe de forma "atravessada" e nesse dia tive, se não a maior, uma das maiores lições da minha vida. Minha mãe passou meia hora me dando um sermão gigantesco, me mostrando o quão arrogante e prepotente eu havia me tornado por alguns jantares de graça, por alguns autógrafos, por algumas roupas rasgadas.

Foi duro ouvir aquilo tudo, mas aprendi. Já faz 13 anos e até hoje lembro das palavras duras de minha mãe naquele dia. Agradeço à ela por isso. Hoje digo que quero dar a mesma educação que recebi para os meus filhos (futuros). Obrigado mãe. Você é tudo pra mim (pai, se você ler esse texto, não precisa ficar com ciúmes, pois você também é tudo pra mim, mas nesse caso estou comentando apenas desse sermão :) ). O mais engraçado é que algumas semanas atrás comentei com ela sobre esse episódio e ela não lembrava.

Mas falei isso tudo pra dizer que reencontrei (esbarrei) um amigo de infância na rua, que hoje trabalha como jornalista esportivo na Rede Globo, e está exposto na TV. Já não o via ha muitos anos. Estava andando e vi de longe esse meu amigo vindo em minha direção. Quando chegou perto, fiz menção de parar pra falar e surpreendentemente, ele continuou caminhando, só me dando tempo de falar: "Parabéns garoto! Você ta muito bem na TV." Ele agradeceu: "Valeu Guilherminho!" e foi embora! Fiquei estático, no meio da calçada, perplexo com aquela atitude dele, pois éramos amigos de freqüentar um a casa do outro. Passou-me pela cabeça todo aquele filme do esporro que levei. Um dia ele vai cair na real e notar que o quê "levamos" dessa vida é apenas o carinho e o amor das pessoas.

Novamente digo que minha decisão mais sensata, em toda vida, foi ter saído desse meio artístico. A guerra de egos acontece em todos os lugares, mas na TV é pior.

sábado, 8 de março de 2008

Sintra - Portugal

Sintra é uma graça de cidade. As ruas são lindas! A cidade toda parece ter sido desenhada, pois tudo sem seu lugar. É linda. Vale a pena visitar e passar, pelo menos, 2 noites.


Póvoa de Varzim - Portugal

Póvoa de Varzim foi a primeira cidade de Portugal que conheci assim que cheguei no país (cheguei ao país pelo Porto e fui direto à Póvoa de carro). Póvoa tem um lugar especial na minha memória, não por ser uma cidade bonita, pois é bem comum, apesar de ter uma praia que me pareceu ser boa (só fui no inverno), mas por ter sido a cidade que me "apresentou" a Portugal de fato. Foi lá que tive meu primeiro contato com a cultura, hábitos e etc. A cidade não tem nada demais, mas fui lá que vi minha primeira corrida de carros pelas ruas da cidade. Vale a apena conferir.

Seguindo essa rua dará na praia.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Mui amigo!

'Me senti como se fosse bandida', conta brasileira deportada"

fonte: G1 07/03/08

Esses maus tratos que acontecem com o brasileiro mundo a fora não são de agora, já faz algum tempo. Nada justifica os maus tratos que esses brasileiros sofreram, mas a causa da deportação é subjetiva e portanto, até um certo ponto, questionável, apesar de não podermos fazer nada, pois trata-se d e de uma questão de soberania de cada país. Alguns vão dizer;"O brasileiro tem a fama de entrar ilegalmente nos países para os quais querem residir. Daí vem esses maus tratos e deportações". Concordo, mas não podemos esquecer que o nosso país já foi a "terra das oportunidades" pro mundo no começo do século passado. (Hoje em dia continua sendo pra muitos, especialmente aqui na América Latina). Tanto que chegaram japoneses, italianos, ESPANHÓIS, portugueses, alemães, belgas, russos e assim vai. Pergunta-se: Eles entraram no país legalmente? CLARO QUE NÃO! Chegavam todos de navio na clandestinidade.

O que está acontecendo hoje é o inverso daqueles tempos. O brasileiro está migrando, muitos de forma ilegal, de volta às suas origens. No caso desses 30 brasileiros deportados dessa vez, eles foram à Espanha para fins acadêmicos. Documentos nas mãos, dinheiro, hospedagem e etc.

O Brasil é uma mistura de raças enorme. Só na minha família ha americanos, alemães, portugueses, espanhóis, belgas, italianos.

O Brasil tem um pouco de culpa por ser muito flexível em suas leis, de um modo geral. Na minha última viagem pra fora do país, na volta ao Brasil, estava na fila da alfandega e ao lado a fila para os não-brasileiros. Ouvi o policial federal perguntar à um espanhol (a conversa toda!):

- Você vai pra onde? (perguntou o policial)
- Vou para um congresso. - respondeu o espanhol
- Qual sua profissão?
- Médico. É um congresso de medicina.
- Vai ficar até quando?
- Até domingo agora. (ele ficaria 4 dias aqui no Rio de Janeiro, já que era uma quarta-feira).

O policial entregou o passaporte SEM conferir se essa história de "congresso" era verdadeira e o espanhol foi embora. Esse foi o diálogo IPISIS LITERIS. Enquanto que da primeira vez que fui a Portugal (ainda não tenho o passaporte português), estava no final da fila de umas 20 pessoas e o policial olhou pra mim lá no final da fia e me chamou. O cara me fez um milhão de perguntas. Fiquei uns 30 minutos respondendo perguntas do tipo: "Você tem trabalho fixo ha quanto tempo no Brasil?", "Já morou em outros países?".

No caso dos portugueses, por um lado eles estão certos e nós os errados de "abrirmos a perna" na hora da entrada no país. Por um outro lado, sentimento meu, vejo esse tratamento com os Brasileiros como uma ingratidão, pois não só os portugueses, mas estrangeiros de todas as nacionalidades são SEMPRE muito bem-vindos ao nosso país. Sei que é uma questão de soberania. Não podemos fazer nada a respeito, juridicamente, apenas tratá-los com "reciprocidade", como o governo brasileiro está pensando em fazer (diga-se de passagem, uma grande atitude do nosso governo. APOIADO.).

Cenas a seguir...

terça-feira, 4 de março de 2008

Óbidos - Portugal

Essa cidade é uma graça, além de muita história (Portugal como um todo). A cidade foi construída dentro de uma fortaleza por um rei que a deu à sua amante. Parece surreal! Só de ter entrado na cidade, voltei no tempo sem ter nunca ido (!?). É muito legal. Vale a pena ir.

Ha lojas e pessoas morando também.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Estoril - Portugal

Estoril:
A cidade em si não tem nada. Mas fiz questão de parar e tirar algumas fotos do autódromo de Estoril por 2 motivos. Um deles porque cresci vendo a F1 em Estoril. A outra porque logo em frente à entrada do autódromo, deram o nome dessa praça de Ayrton Senna. Fiquei feliz com essa homenagem ao nosso eterno campeão.

Tirei essa foto da arquibancada. O engraçado é que o autódromo como um todo não parece tão grande. Pela TV parece bem maior.

Essa é a homenagem que fizeram ao nosso Ayrton Senna. Essa "placa" fica bem na entrada. Muito legal.

Coimbra - Portugal

Coimbra:

É outra cidade linda e encantadora. A cidade em si é um charme, mas a Universidade de Coimbra é o diferencial. É sinônimo de "status intelectual", de história viva. Foi fundada em 1º de março de 1290. É surreal essa data, levando em conta que o Brasil foi descoberto em 1500, também pela universidade AINDA existir e AINDA continuar formando profissionais muito bem preparados para o mercado de trabalho. Ela fica na parte alta da cidade. Lá de cima pode-se ver a cidade toda. Fiquei emocionado em entrar na universidade, ainda mais quando vi o "prédio" de direito.

Vale muito a pena conhecer a cidade.

Essa é a parte alta da cidade, em que logo depois vem a Universidade de Coimbra.

Esse é o "prédio" de direito. Foi emocionante.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Lisboa - Portugal

Lisboa - Portugal

Essa é uma cidade única, pois o mundo se encontra lá. Encontra-se pessoas de todo mundo, mesmo Portugal passando por um período ruim, economicamente. Depois de bater uma foto com o "Pessoa", ir ao Mosteiro dos Jerónimos, ir ao Monumento do Descobrimento, à Torre de Belém, ao bondinho que "passeia" pela cidade e etc., nada melhor que comer os famosos pastéis de Belém. É uma cidade bonita, porém, como toda cidade grande, é cada um por si e Deus por todos. Vale a pena ir.

Tirei essa foto de dentro do bondinho. Achei essa imagem linda.

Essa foto é de dentro do bondinho. O bondinho vai por quase toda cidade. É muito legal. Vale a pena.

Esse é o Mosteiro dos Jerónimos. É lindo tanto por fora como por dentro. Em frente ao Mosteiro, encontra-se o Monumento do Descobrimento e a Torre de Belém. Ao lado direito, fica a "loja" que vende os famosos pastéis de Belém. Tenho que dividir uma "tragédia portuguesa" com vocês. GRAVEI a viagem toda! Filmei, inclusive, a cozinha na preparação dos pastéis de Belém, MAS...MAS... chegando aqui no Brasil, fui passar os filmes para o computador e perdi TUDO apertando o botão errado. Não gosto de lembrar.

Alcobaça - Portugal

Alcobaça é uma cidade agradável, não tem nada demais. É uma cidade onde o centro das atenções é um mosteiro, que diga-se de passagem, não conseguimos entrar porque chegamos com 30 minutos de atraso. Mas é uma cidade agradável.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Fátima - Portugal

Fátima é um lugar onde mesmo quem não é religioso, como eu, se emociona. A cidade gira em torno do santuário. Hotéis, restaurantes, comércio.


O Santuário é monstruoso de grande. Diria que é do tamanho do Maracanã OU maior. Porém, seu tamanho não é o que mais me impressionou e sim algo que não podemos enxergar; a fé. É indescritível a sensação de estar no santuário de Fátima. Algo... inexplicável.

No dia que fui, não pude visitar o túmulo de uma das três irmãs que viram Nossa Senhora, pois havia uma missa naquele momento (o túmulo encontra-se dentro de uma das capelas que ali existem) e não podíamos esperar muito tempo, pois estava escurecendo e tínhamos que voltar para Sintra, onde estávamos. Mesmo não tendo visto o túmulo, senti que minha passagem por Fátima havia sido consumada. O que quer dizer com isso eu não sei, mas "fui" levado até lá e cumpri.

Repito; não sou religioso. Acredito em algo superior que costumam chamar de Deus. Nos meus 35 anos de vida, só fui à igreja umas 10 vezes e MESMO assim, a sensação de estar em Fátima foi algo indescritível. MUITO diferente do Vaticano... mas essa história é para uma outra vez.

Vale apena ir e sentir a energia de lá.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Porto - Portugal

A cidade da vez é Porto. Fiquei deslumbrado com essa cidade ao norte de Portugal. À beira do Rio Douro, de um lado é Porto e do outro Gaia. Porto é uma cidade grande com "jeito" de cidade média. Ela é quase toda em declive. É uma graça de cidade. Estilo romano. Parei para comer no quiosque (foto abaixo) à beira do Rio Douro e comecei a lembrar da história do Porto. Portugal é história viva onde você anda lado a lado com ela o tempo todo.


Quem tiver interesse em ir, visite essa página: http://pt.wikipedia.org/wiki/Porto