quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Os sinais!

Provavelmente no decorrer desse texto, alguns leitores irão parar de ler e perguntar: "Esse cara bebeu? O que colocaram na bebida dele?". Ou algo semelhante. A verdade é que eu, nos meus 35 anos de vida, sempre baseei minhas atitudes na lógica. Mas como toda regra tem sua exceção, eu também tenho a minha e é exatamente o oposto à “minha regra” (será que estou usando de pleonasmo?).

Bom, com todo esse meu lado lógico, também sou muito passional e, também, quando não encontro uma lógica para determinada coisa “na lógica” (não perca o fio da meada  ), tento buscar a resposta em algo não palpável, algo que a lógica ensina a não fazer. 

Com isso, encontrei “os sinais”.  – acho que nessa parte do texto, muitos estão achando que eu enlouqueci - Sim, os sinais que a nós são enviados a todo instante, todos os dias, através de qualquer coisa e que não prestamos atenção, não damos a mínima. Poderia escrever um livro só de casos meus em que os sinais me ajudaram a cumprir algo ou me guiaram.

Antes de mais nada, não sou religioso. Eu apenas acredito em algo superior que olha por nós e é para ele que rezo e me comunico todas as noites antes de dormir.

Acredito, também, que quando tentamos fazer esse contato, um pouco antes de dormir, nossos laços se estreitam e então podemos conversar tête-à-tête. Foi assim que descobrir os sinais. 

Exemplificando: nasci e cresci num bairro do Rio de Janeiro chamado Gávea. A rua era muito tranqüila e até alguns atrás, só entrava quem era morador. Pois bem. Estávamos eu e um grupo conversando quando percebi que “algo” me empurrava para a padaria, que ficava uns 50 metros de onde estávamos, na esquina da rua. Por duas vezes olhei ao meu redor para saber quem era o engraçadinho que estava por trás disso. E não encontrava. Na terceira vez, sem o menor fundamento e sem a menor resistência, resolvi seguir “aquilo” e ir até a padaria. Chegando à padaria, olhei ao redor e vendo que ninguém que eu conhecesse estava por lá, voltei para ao encontro do grupo. Assim que cheguei todos estavam muito assustados. Descobrir que assim que fui até a padaria, um carro parou diante do grupo e assaltou todo mundo.

Essa foi a experiência mais forte que tive nesse sentido. Naquela época (1986, 87) a violência não tinha a mesma dimensão que hoje.

Outra: havia decidido viajar pro exterior pra fazer um curso de 6 meses, pagando tudo adiantado. Uma semana depois de ter pago, recebi uma proposta de trabalho MUITO boa. Mesmo que eu não conseguisse o estorno do dinheiro do curso, não me faria falta, tamanha a proposta financeira que recebi. Pedi, então, alguns dias pra pensar sobre o assunto. Só estavam esperando minha resposta pra fechar o acordo e começar a trabalhar “ontem”. Passei os três dias mais confusos da minha vida, pois por esse curso, passei em 2 seleções e esperei quase 2 anos pra conseguir. Nas 3 noites pedia pra ter algum tipo de sinal para saber qual rumo tomar. No 3º dia, estava correndo na praia e encontrei com uma amiga que não via há anos. Num dado momento da conversa, ela me disse que havia feito um curso em Los Angeles depois de 3 anos de espera. Tinha adorado e que valia apena fazer se eu tivesse oportunidade. Qual era o curso? Pois é. O mesmo que eu iria fazer e estava em dúvida. Logicamente, depois desse “sinal”, resolvi viajar e fazer o curso a aceitar a proposta de trabalho.

Assim que voltei dos EUA, soube que a empresa (para a qual eu iria trabalhar) havia falido e que estava devendo à Deus e o mundo.

Pergunte pra você mesmo e espere, pois TODAS as respostas estão SEMPRE dentro de nós. A diferença é que alguns ficam atentos aos sinais. Portanto, fique atendo aos SINAIS. Esses podem vir através das crianças, dos amigos, de um estranho, TVs...

4 comentários:

maria disse...

Isso acontece. Comigo acontece muito em sonhos, e a prova disso foi ter sonhado com uma abelha e depois acordar e ver que tinha um enxame na sala de casa. Bem, eu não dou muita bola pra isso, nem procuro "apurar" a sensibilidade, como alguns acham que eu deveria fazer, pois tenho medão de ficar como aquelas pessoas para quem TUDO é um sinal: o fecho eclair da bolsa quebrou, a lâmpada queimou, o cachorro atravessou a rua... você acaba se preocupando mais em identificar os sinais do que em viver.

Guilherme Faro disse...

Oi Maria.
As coisas não são tão preto no branco assim. Os sinais estão ai pra quem quiser, mas só se precisamos, de verdade, que prestamos atenção.
Não precisa ser paranóico. :)

damaria disse...

Exatamente, não é preto no branco! Os paranóicos é que acham que é, rs

E por falar em Shakespeare, não é dele aquela história do "há mais coisas entre o céu e a terra..."

Bj!

Guilherme Faro disse...

Preto no branco que quis dizer é levar tudo a ferro e fogo, "ipsis verbis".
Sim, senhora. É de Shakespeare a frase "há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia". Percebe que ele é sempre atual nas suas colocações.

beijo