sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Rio que não queremos

Hoje, eu, minha esposa, minha sogra e minha irmã entramos para estatística.

Nós estávamos voltando da formatura de mestrado da minha esposa, indo pra casa, quando fomos fechados por um carro à nossa frente, saindo 4 marginais (3 deles eram nitidamente menores de idade) com arma em punho e dizendo pra gente sair do carro. Levaram TUDO! Nossos documentos, filmadora, máquina fotográfica, aliança, celular, relógios, carteira (cartão de crédito, talão de cheque e por ai vai). Isso foi as 22 horas de uma quinta-feira no Mirante do Pasmado.

Minha revolta é tamanha que nem sei se conseguirei dormir hoje. Revoltado com essa violência, revoltado com essa cidade, revoltado com os nossos governantes que jogaram essa ex-cidade maravilhosa às traças, revoltado com a falta de fiscalização, revoltado com a falta de policiais, revoltado com um caminhão de impostos que pagamos que vão para os bolsos dos políticos, revoltado com esse sistema hipócrita, revoltado com esse país de faz-de-conta. Em suma, REVOLTADO!

Penso em sair do Rio de Janeiro ha tempos, mas dessa vez essa vontade cresceu e muito!

Não agüento mais ficar recluso em casa com medo de sair de casa, não agüento mais sair de carro e ficar olhando assustado para todo mundo que se aproxima, não agüento mais deixar de consumir alguma coisa que eu goste para não chamar atenção, não destoar dos demais, não agüento mais querer vestir uma roupa "melhorzinha" e não poder por medo, não agüento mais deixar de ir à lugares que acho que vão chamar atenção.

Enquanto isso, na "Batcaverna", grupos de direitos humanos protegem a "integridade" física e psicológica desses marginais que fazem o que querem, como querem, da forma que bem entendem e, o pior, terem a certeza da impunidade, que NADA lhes acontecerá.

Enquanto isso, na "Batcaverna" (2), esse pobres coitados, indefesos, com psique em formação, menores de idade, que assaltam, matam, ferem, são INTOCÁVEIS perante a lei.

É revoltante saber que a única coisa que se pode fazer nessa cidade é rezar para que nada aconteça aos nossos entes queridos.

Falando nisso, encerro esse texto pra rezar... REVOLTADO.

2 comentários:

damaria disse...

"Fugir" do lugar que amamos. Impotência diante da situação descontrolada pela qual passa a cidade mais linda do mundo. Qual será o destino do nosso Rio?

Muito triste isso tudo, Guilherme. Te mandei um e-mail. []'s

Ana disse...

Venha a pena de morte! Que culpa tenho eu que os nossos governantes não tenham consigo dar a devida formação, trabalho, e sei lá que mais para que os desses menores soubessem educar os seus filhos. Eles não têm culpa mas nós é que não. Há uns dias atrás um aluno agrediu uma colega minha, um aluno com treze anos que já ninguém sabe o que fazer com ele. Ninguém o quer em lado nenhum. Cadeia com ele. É um vandalo, que vá para uma casa de correcção, se voltar a pisar na bola como vocês dizem acabar com ele. Eu pago os meus impostos, faço o meu trabalho não posso assumir o problema social pelos governantes. Eles que sofram as consequências. Sempre houve pobres e não foi por isso que todos se tornaram marginais. Há soluções, todos as conhecemos, porque não começar e já.