segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Integridade física do bandido??? Pra quê?

Já está mais do que na hora de darmos atenção às vítimas e às famílias das vítimas que sofrem/sofreram violência por parte de bandidos. Preocupa-se muito com a integridade física e psicológica do bandido e esquecem de se preocupar com quem REALMENTE deveria ter essa atenção, que são as vítimas ou no caso de morte, a família das vítimas.

É incrível como só aqui no Brasil ha uma preocupação exacerbada com a "integridade" física e psicológica do bandido!!!! Nosso código penal parte do princípio que todo mundo é inocente ATÉ que prove ao contrário. Mas essa presunção de inocência é só no texto da lei, porque na prática a coisa é bem diferente com... os trabalhadores, as pessoas que levantam cedo, passam o dia todo trabalhando e chegam em casa de noite, prontos pra irem pra cama novamente.

Agora, se não for dessa forma (aplicar o princípio da presunção de inocência) com os bandidos, grupos de direitos humanos vão à justiça, à TV e sei lá mais onde pra denunciar maus tratos a esses filhos da puta! Alegam falta de dignidade humana no tratamento.

MAS...

... falta de dignidade humana é ver gente nas ruas catando latinha nos NOSSOS lixos pra sobreviverem. É falta de dignidade humana pessoas não terem onde morar e dormirem nas ruas (coisa que está previsto no texto constitucional que é dever do Estado prover). É falta de dignidade humana pessoas abrirem o nosso lixo pra ver se RESTOU algo pra eles comerem. ISSO SIM, é falta de dignidade humana e não se preocupar com a integridade física e psicológica desses bandidos filhos da puta.

Querem se preocupar com alguma coisa? Preocupem-se com essas pessoas que vivem nas ruas. Dê assistência, comida, trabalho.

Está tudo errado.

7 comentários:

Altamir disse...

Olá Guilherme, primeiro queria agradecer pelo comentário em meu blog. Realmente, pensei sobre o que vc colocou e acho que tem razão. Não era exatamente isso o que eu quis dizer, embora tenha tido essa conotação. No meu post, tentei introduzir a tatuagem, aliada a outras características (roupas pretas, cabelos pintados, piercings...), para montar um perfil bastante comum do rebelde atual. Acabei fazendo um estereótipo do rebelde, para dizer que até eles são padronizados. Apenas tatuagens, principalmente hoje em dia, não denotam rebeldia, e até são muito bem aceitas. De qualquer forma, não usei o termo rebeldia como algo pejorativo, pelo contrário, tento defender que está fazendo falta um pouco mais de questionamento sobre tudo aquilo que o mundo moderno nos coloca como padrão a ser seguido. Mas faço um "mea culpa", talvez não tenha sido feliz na montagem do raciocínio. Gostei muito do seu espaço, pretendo frequentá-lo mais vezes. Abraço!

maria disse...

Na conversa lá em Brasília, surgiu esse assunto dessa falácia "direitos humanos é coisa de bandido". E chegamos à conclusão de que é assim apenas porque os que levantam a voz são os que defendem bandidos. Poucos são os que berram pra defender aqui, como você fez, os miseráveis, os que dormem nas ruas, as crianças que são atiradas pelas janelas - as que a gente fica sabendo e as que a gente não fica. E chamei essa responsabilidade pra gente, que bem ou mal entende um pouquinho mais de lei do que o resto, e, mais uma vez, todo mundo ficou mudo. Por que será?

Guilherme Faro disse...

Maria. Ficaram mudos porque não interessa a eles defender mendigos, crianças que são atiradas pela janela, pessoas que sobrevivem do nosso lixo e etc. Não dá dinheiro, não dá ibope. Então, PRA QUE "pegar" essa causa?
É uma triste realidade que todo mundo sabe que existe, mas ninguém diz claramente.

Altamir, obrigado pelo texto.

maria disse...

Pior, Guilherme, ficou mudo, disfarçou e mudou de assunto... triste.

Guilherme Faro disse...

Pois é, Maria. É a pura verdade.

Ana disse...

Porque é que cada vez que eu leio estes teus textos me dá vontade de fazer uma cópia e colocá-los em "português". É que tá a ficar tal e qual, só que como somos mais pequenos não se nota tanto certas coisas, mas é igualzinho...

Guilherme Faro disse...

"... cada vez que eu leio estes teus textos me dá vontade de fazer uma cópia e colocá-los em "português"."
Como assim Aninha??? O texto já está em português. haah
Mas ai em Portugal, as coisas são "pinto" perto das daqui. É brabo...
beijo